
A quadrilha responsável por duas mortes de motoristas de aplicativo em Araporã, no Triângulo Mineiro, agia com frieza e método. Segundo a Polícia Militar, os criminosos criavam perfis falsos para solicitar viagens e escolhiam vítimas consideradas mais vulneráveis — especialmente mulheres e motoristas idosos. Em uma semana, dois profissionais de Itumbiara (GO), ambos de 61 anos, foram assassinados durante o trabalho.
Cinco adultos foram presos e três adolescentes apreendidos, suspeitos de envolvimento nas mortes de Ideraldo Ortigossa e Vercely Mateus de Faria. A PM revelou que quando motoristas jovens aceitavam a corrida, o grupo cancelava imediatamente. Uma motorista desconfiou da chamada, disse que faria a viagem acompanhada e viu o pedido ser cancelado pelos criminosos.
Os ataques ocorreram na segunda (24/11) e na sexta-feira (28/11). As vítimas foram executadas com tiros na cabeça e abandonadas em área rural. As investigações apontam latrocínio. Segundo a PM, um integrante de facção recrutava adolescentes oferecendo álcool e drogas para participar dos crimes. A empresa Trips lamentou as mortes e disse colaborar com a polícia.