Justiça PEDRA AZUL
Homem é condenado a mais de 19 anos por matar adolescente com tiro na barriga em Pedra Azul MG
Tribunal do Júri da Comarca de Pedra Azul reconheceu motivo fútil no homicídio de Diogo Pires Prates, morto a tiros em 2019 diante de amigos e do irmão gêmeo; pena foi fixada em 19 anos, dois meses e 12 dias em regime fechado
05/12/2025 13h50 Atualizada há 3 meses
Por: Diego Jorge
Imagem Ilustrativa

O Tribunal do Júri da Comarca de Pedra Azul, no Vale do Jequitinhonha, condenou um homem pela morte de um adolescente. Ueverton Souza Silva de Oliveira, conhecido como “Mortão”, respondia pelo homicídio de Diogo Pires Prates. A sessão de julgamento foi realizada em (01/12).

O crime aconteceu em junho de 2019. Segundo denúncia do Ministério Público, o réu, armado, se aproximou de um grupo de amigos e, após cumprimentar cada um deles, afirmou que atiraria em quem não reconhecesse. Diogo Pires Prates, um adolescente, foi atingido por um tiro na barriga e não resistiu aos ferimentos. Logo após o ataque, o autor fugiu e permaneceu quase cinco anos foragido, conforme informou o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).

O Conselho de Sentença reconheceu que o homicídio foi praticado por motivo fútil. A juíza Nayra Karoline Guerino Biondo, que conduziu a sessão, ressaltou a gravidade do crime, destacando que o ato ocorreu diante de vários jovens, entre eles o irmão gêmeo da vítima, causando profunda consternação na comunidade.

Continua após a publicidade

A pena foi fixada em 19 anos, dois meses e 12 dias de reclusão, em regime inicialmente fechado. A magistrada manteve ainda a prisão preventiva do condenado, que não poderá recorrer em liberdade.

Crime ocorreu em 2019 e réu ficou quase cinco anos foragido

De acordo com a denúncia do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o crime foi registrado na madrugada de 25/6/2019, quando o réu, armado, se aproximou de um grupo de amigos.

Continua após a publicidade

Segundo a acusação, ele cumprimentou cada um dos presentes e afirmou que atiraria em quem não conhecesse. Diogo Pires Prates foi atingido por um disparo na barriga e não resistiu aos ferimentos. O atirador fugiu em seguida e permaneceu quase cinco anos foragido.

Júri reconhece motivo fútil e pena é agravada

O Conselho de Sentença reconheceu que o homicídio foi praticado por motivo fútil. Ao calcular a pena, a juíza considerou, entre outros fatores, que o réu tinha 20 anos na época dos fatos e já era reincidente, com condenação criminal anterior.

Na sentença, a magistrada também destacou a gravidade das circunstâncias do crime, salientando que o ato foi praticado contra um adolescente, diante de um grupo de jovens e na presença do irmão gêmeo da vítima, o que provocou forte abalo entre familiares, parentes e amigos.