Polícia INHAPIM
Mulher é suspeita de matar ex-companheiro ao se defender de agressão em Inhapim
Homem teria atacado a ex com um pedaço de madeira; casal tinha histórico de violência e mulher possuía medida protetiva
08/12/2025 20h56
Por: Diego Jorge

Uma mulher de 29 anos é suspeita de matar o ex-companheiro com um golpe de canivete no pescoço ao tentar se defender de uma agressão em Inhapim, no Leste de Minas, na tarde de domingo (07/12). Segundo a Polícia Militar, o homem Filipe Elias Pinto da Silva, de 35 anos, teria invadido o local onde ela estava, alterado e segurando um pedaço de madeira, iniciando o ataque. Ele morreu ainda no local.

A PM recebeu denúncias anônimas sobre uma briga no bairro Santa Cruz e foi informada de que um homem havia sido esfaqueado. Antes da chegada da viatura, a mulher se apresentou no quartel, ensanguentada, chorando e pedindo ajuda. Ela relatou que usou o canivete para se proteger das agressões do ex-companheiro, que a atacou com a madeira. Detida, ela aguardou atendimento médico.

A mulher contou que fazia churrasco e bebia com amigos quando Filipe chegou nervoso, aparentando estar drogado ou alcoolizado. Ela afirmou que ele já havia feito ameaças mais cedo, o que a fez carregar o canivete. Durante a agressão, após ser atingida na cabeça e jogada ao chão, ela golpeou o pescoço do homem. Disse ainda que não teve intenção de matar e que a lâmina não entrou totalmente, mas que o próprio agressor, ao avançar, acabou empurrando a faca contra o pescoço.

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Testemunhas confirmaram que viram Filipe alterado e armado com o pedaço de madeira, indo em direção à ex. Uma vizinha relatou ter visto o momento em que ele a agrediu e a luta corporal que se seguiu. A mãe da mulher também presenciou o ataque e contou que o homem chegou já golpeando a filha.

Durante o isolamento da área, a mãe de Filipe afirmou aos policiais que o filho estava “muito drogado” e que ela própria havia tentado contê-lo momentos antes.

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A perícia constatou a perfuração no pescoço do homem, com o canivete ainda cravado próximo ao local atingido. A mulher recebeu atendimento em Caratinga e depois foi levada à delegacia.

A polícia informou que o casal tinha histórico de violência doméstica, com registros anteriores em que o homem aparecia como autor. A mulher possuía medida protetiva contra ele.

O caso será investigado pela Polícia Civil.