Política CÂMARA QUER SOLUÇÃO
Copasa e Cemig viram alvo de duras críticas na Câmara após três dias sem água em Santa Maria de Itabira
Vereadores cobram medidas urgentes e exigem solução definitiva para falhas no abastecimento
16/12/2025 07h29 Atualizada há 3 meses
Por: Helton Santos

A falta de energia elétrica e a consequente interrupção no abastecimento de água em Santa Maria de Itabira chegaram oficialmente à Câmara Municipal e motivaram duras críticas  dos vereadores durante uma reunião extraordinária realizada nesta segunda feira 15 de dezembro. 

O problema teve início após uma forte tempestade que danificou a rede elétrica, conforme informou a Cemig. Em decorrência da falta de energia, a Copasa interrompeu o abastecimento de água em toda a cidade, deixando moradores até três dias sem água, o que gerou revolta e cobranças por providências concretas.

Ao abrir as falas na reunião, o vereador Romilson de Jesus foi direto ao ponto e cobrou ações imediatas. Segundo ele, é inaceitável que a população volte a sofrer com a falta de água sempre que ocorre queda de energia.

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“É preciso que sejam adotadas medidas urgentes entre Copasa e Prefeitura. A população não pode ficar três dias sem água. Isso é básico, é essencial”, afirmou Romilson.

Na sequência, o presidente da Câmara, Jair da Saúde, reforçou as críticas e anunciou uma providência prática. Ele informou que já solicitou ao setor jurídico da Casa a elaboração de um Ação Extrajudicial cobrando a instalação de um gerador de energia no local de captação de água.

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“Toda vez o problema apresentado pela Copasa é o mesmo: falta de energia. Então, se esse é o gargalo, precisamos de uma solução definitiva. Um gerador evitaria que a cidade fique sem água sempre que falta luz”, destacou o presidente.

Os parlamentares foram unânimes em afirmar que a situação é recorrente e que as explicações não são mais suficientes, exigindo planejamento, investimento e respeito com a população de Santa Maria de Itabira.

Até o momento, a Copasa atribui a interrupção exclusivamente à falta de energia elétrica, enquanto a Cemig informou que os danos provocados pela tempestade exigiram reparos complexos na rede. A Câmara, no entanto, deixou claro que o impacto final recai sobre o cidadão, que não pode continuar arcando com a falta de um serviço essencial.