Uma estátua de bronze que homenageia o escritor Roberto Drummond, natural de Ferros, cidade vizinha a Santa Maria de Itabira, foi encontrada caída na Praça Diogo de Vasconcelos, na Savassi, Região Centro-Sul de Belo Horizonte, na madrugada desta segunda-feira (22/12).
Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que a escultura tombou, por volta das 2h, após a aproximação de uma pessoa. A Prefeitura de Belo Horizonte informou, por meio de nota, que a ocorrência foi registrada pela Guarda Civil Municipal e encaminhada à Polícia Civil para as providências legais cabíveis.
Segundo o município, a Secretaria Municipal de Cultura já iniciou os procedimentos para o recolhimento da estátua, que será encaminhada ao artista responsável. Caberá a ele realizar a avaliação técnica para definir os trabalhos de restauração e a posterior reinstalação da obra no local.
A estátua de Roberto Drummond é considerada patrimônio cultural de Belo Horizonte. Em 2022, a escultura já havia sido alvo de vandalismo, quando foi pichada. No mesmo período, outras obras públicas da capital mineira também sofreram danos, como a estátua da poetisa Henriqueta Lisboa, que teve partes arrancadas e pintadas. Após restauração, as esculturas retornaram aos espaços públicos em 2023.
Roberto Francis Drummond nasceu em Ferros, em 21 de dezembro de 1933, e construiu uma trajetória marcante no jornalismo e na literatura brasileira. Autor de obras consagradas, como A morte de DJ em Paris, vencedor do Prêmio Jabuti, e Hilda Furacão, romance adaptado para a televisão em uma minissérie de grande sucesso, Drummond também atuou como cronista esportivo e comentarista, tornando-se uma figura popular em Minas Gerais.
O escritor morreu em Belo Horizonte, em 21 de junho de 2002, aos 68 anos, vítima de problemas cardíacos. Além da homenagem na capital, seu legado também é preservado em Ferros, onde um centro cultural leva seu nome, reforçando o vínculo do autor com a cidade natal e com toda a região, incluindo municípios vizinhos como Santa Maria de Itabira.
O caso reacende o debate sobre a preservação do patrimônio cultural e a necessidade de cuidado com obras que representam a memória e a identidade histórica de Minas Gerais.