Justiça BELO HORIZONTE
Condenado por espancar torcedor do Cruzeiro em BH é preso após trânsito em julgado
Crime ocorreu em 2018 e envolveu briga entre torcidas organizadas do Atlético e do Cruzeiro
14/01/2026 06h49
Por: Diego Jorge
Divulgação: PMMG

Condenado a 11 anos de prisão por espancar um torcedor do Cruzeiro em Belo Horizonte, Diego Felipe de Jesus, conhecido como “Feijão”, foi preso nesta terça-feira (13/1). A detenção ocorreu após a Justiça determinar o cumprimento definitivo da pena, já que a condenação transitou em julgado — quando não há mais possibilidade de recurso.

Segundo a Polícia Militar (PM), Diego foi localizado e preso no bairro Universitário, na região da Pampulha, em Belo Horizonte. Ele havia sido condenado em março de 2023 pelos crimes de tentativa de homicídio, promoção de tumulto e incitação à violência. Apesar da sentença, à época a Justiça concedeu alvará de soltura, permitindo que ele respondesse ao processo em liberdade. Diego estava preso desde agosto de 2020 e havia deixado o sistema prisional após a decisão judicial.

Na mesma sentença, outro torcedor também foi condenado por lesão corporal leve, além de promoção de tumulto e incitação à violência. Ele recebeu pena de um ano de reclusão e quatro meses de detenção em regime inicial semiaberto, posteriormente convertida para o regime aberto em razão do tempo em que já permaneceu preso.

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Relembre o caso

O crime ocorreu na noite de 4 de março de 2018, após um clássico disputado no estádio Independência, no bairro Horto, região Leste da capital mineira, com maioria de torcedores do Atlético. Após a partida, integrantes das torcidas organizadas Galoucura e Máfia Azul se encontraram no cruzamento da avenida Amazonas com a rua Cura D’Ars, no bairro Prado, região Oeste de Belo Horizonte.

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De acordo com a denúncia do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), após provocações mútuas, torcedores do Atlético, que estavam em maior número, passaram a agredir Cloves Schuartz Neves com chutes, socos e pauladas. Mesmo depois de a vítima desmaiar, as agressões continuaram.

Imagens de câmeras de vigilância foram analisadas durante a investigação e foram fundamentais para a identificação dos envolvidos. Segundo o promotor de Justiça Eduardo Nepomuceno, Cloves só sobreviveu porque foi rapidamente resgatado pela Polícia Militar e socorrido pelo SAMU. Ele foi encaminhado em estado grave para o Hospital João XXIII, onde recebeu atendimento médico.