Um trabalhador morreu na manhã de sábado (17/1), em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, após sofrer um acidente em uma área atingida pelo rompimento da barragem da Vale, na Mina Córrego do Feijão — tragédia que completa 7 anos no próximo dia 25 de janeiro.
A vítima foi identificada como Thairone Nogueira dos Santos, funcionário da Construtora Pontal, empresa terceirizada pela Vale. Segundo as informações divulgadas, Thairone teve a perna prensada por uma máquina durante a execução de atividades no local. Ele chegou a ser socorrido, mas morreu a caminho do hospital.
A Superintendência Regional do Trabalho informou que está ciente do acidente e que vai apurar as causas da morte. A investigação vai analisar as condições de segurança, o uso de equipamentos de proteção individual (EPIs) e as circunstâncias do local de trabalho. O superintendente regional do Trabalho, Carlos Calazans, lamentou o ocorrido e destacou a necessidade de rigor no cumprimento das normas de segurança.
“Não podemos aceitar que pessoas saiam de casa para trabalhar e não retornem por falta de segurança, ainda mais em um cenário marcado por uma das maiores tragédias da história recente”, afirmou Calazans.
A Construtora Pontal afirmou que está prestando assistência à família e garantiu que o trabalhador estava dentro das normas de segurança exigidas. Em nota, a empresa disse que Thairone possuía cursos e certificações exigidos para a função e utilizava integralmente os EPIs no momento do acidente. A empresa também afirmou que não divulgará mais detalhes até a conclusão das análises.
A Vale também lamentou a morte e informou que acompanha o caso, além de ter iniciado a investigação das causas do acidente em conjunto com a empresa contratada.
A Avabrum, associação que representa familiares das vítimas do rompimento da barragem, manifestou pesar pela morte do trabalhador e reforçou que a área onde ocorreu o acidente segue sendo considerada um território de risco.
Em nota, a entidade afirmou que “toda morte relacionada a esse contexto deve ser tratada com máxima seriedade, transparência e responsabilidade”, lembrando que 272 pessoas morreram no rompimento da barragem em 2019.
O caso segue sob investigação e aguarda novas informações oficiais sobre as causas do acidente.