Atendendo a pedido do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o Tribunal do Júri de Itabira condenou um homem a 34 anos e 10 meses de reclusão pelo assassinato da própria companheira. A vítima, Cristina Maria Carneiro Silva, era mãe de 14 filhos, o que aumentou ainda mais a comoção em torno do caso.
O Conselho de Sentença acolheu as teses do Ministério Público e reconheceu o feminicídio qualificado, com agravantes de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. A sentença determina o cumprimento da pena em regime inicial fechado e mantém a prisão preventiva do condenado.
De acordo com a denúncia apresentada pela 5ª Promotoria de Justiça de Itabira, o crime ocorreu em março de 2025, dentro do apartamento onde o casal morava. O ataque aconteceu após uma discussão.
Segundo os autos, a vítima foi atingida por golpe de faca e morreu ainda no local. A acusação sustentou que a agressão ocorreu de forma repentina, sem possibilidade de reação.
O caso foi enquadrado como feminicídio por ter ocorrido em contexto de convivência íntima e também por haver registros anteriores de violência doméstica e familiar.