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Em prol da saúde
Colunista Júlio Couto
19/02/2026 14h48
Por: Redação
Júlio Couto é professor na rede pública do estado de Minas Gerais. Graduado em Letras pela PUC Minas.

Com início dos trabalhos nas Casas Legislativas Federais, a proposta que visa à redução da carga-horária e a escala de trabalho no país provavelmente ganhará destaque nas discussões entre os parlamentares. A ênfase da proposta está ligada ao fim da escala 6x1, como foi nomeado o regime praticado de forma geral no Brasil. Está em evidência essa propositura que visa a redução do tempo em que o trabalhador passa no exercício da função.

Nesse contexto de debates surge outra proposta bastante coerente e direcionada à redução da jornada de trabalho dos professores da educação básica, de 40 horas para 30 horas semanais. Esta medida está direcionada à busca de combate ao adoecimento docente e reconhecimento da importância da categoria para o desenvolvimento do país, além disso a valorização do piso nacional que muitos dos entes federados e prefeituras não cumprem com seu pagamento integral aos trabalhadores. A interessante proposta pensada e elaborada pela deputada federal, esquerdista, Luciene Cavalcante, visa diminuir a sobrecarga de trabalho e melhorar o planejamento dos docentes. Esta mudança, caso seja aprovada pelos congressistas e sancionada pelo presidente da República, poderá ser considerada um marco relevante na legislação trabalhista do magistério, focando na qualidade de vida do professor e na valorização da carreira que inegavelmente assume a responsabilidade pelo desenvolvimento e crescimento do país.

Logicamente que tais propostas encontrarão resistência e até medidas contra a sua aprovação, principalmente por parte de quem representa aqueles que visam apenas o lucro e acúmulo de capital, ignorando que maior tempo de jornada não significa, necessariamente, maior produtividade. Historicamente, esse movimento de oposição ocorre no país sempre que medidas favoráveis aos trabalhadores – que de fato movimentam a economia – estão em pauta. Não foi diferente quando surgiram outras propostas, tais como: férias remuneradas, 13º salário e o fundo de garantia por tempo de serviço. As frases prontas e corriqueiramente utilizadas são: “Vai quebrar o país” e A economia não suporta” O que de fato quebra o país é a má administração e insuportável é o entendimento de muitos de que o país é uma propriedade privada deles pelo fato de concentrarem poder econômico.

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