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Mina de Brucutu, da Vale, em Minas Gerais, conquista o Shingo Prize, principal reconhecimento global em gestão

A operação de Brucutu também contribuiu para que a Vale alcançasse o maior volume anual de produção de minério de ferro desde 2018, que atingiu 336 milhões de toneladas.

Helton Santos
Por: Helton Santos
05/03/2026 às 07h24
Mina de Brucutu, da Vale, em Minas Gerais, conquista o Shingo Prize, principal reconhecimento global em gestão
A mina de Brucutu foi reconhecida pela sua gestão operacional e cultura organizacional Credito: Gustavo Andrade

A operação de equipamentos autônomos da Vale na mina de Brucutu, localizada em São Gonçalo do Rio Abaixo (MG), foi reconhecida com o Shingo Prize, considerado o prêmio mais rigoroso e prestigiado do mundo em gestão operacional e cultura organizacional. A premiação é concedida pelo Shingo Institute, da Utah State University (EUA), criada em homenagem a Shigeo Shingo, um dos principais formuladores do Sistema Toyota de Produção.

O reconhecimento destaca o alto nível de excelência da unidade, que combina desempenho produtivo com padrões de segurança acima da média da indústria. A operação de Brucutu também contribuiu para que a Vale alcançasse o maior volume anual de produção de minério de ferro desde 2018, que atingiu 336 milhões de toneladas. Essas entregas refletem a maturidade e a eficiência dos sistemas de gestão implantados na unidade.

“O prêmio comprova nosso compromisso com a excelência operacional e a melhoria contínua, profundamente enraizados em nossa jornada de transformação cultural. Ele reflete a disciplina das nossas equipes, a força da nossa cultura e a capacidade de evoluir com foco em segurança, qualidade e eficiência”, diz Carlos Medeiros, vice-presidente de Operações da Vale.

A cerimônia oficial de entrega do Shingo Prize será realizada no dia 19 de março, nos Estados Unidos, reunindo organizações globais referência em gestão industrial.

Primeira mina brasileira 100% autônoma

Brucutu foi pioneira no Brasil a operar frota de transporte 100% autônoma, iniciando o uso da tecnologia em 2018. A unidade conta atualmente com 15 caminhões fora de estrada, com capacidade de transporte de 240 toneladas cada um, e duas perfuratrizes. Uma equipe especializada monitora a operação por uma sala de controle, reduzindo a exposição aos riscos.

A Vale mantém no Brasil cerca de 100 equipamentos autônomos em suas operações de mina, pátio e porto. “Há uma grande sinergia entre as metas da empresa e o uso de autônomos, que entrega segurança, redução de custos de operação, aumento de performance e redução da emissão de carbono em nossas operações”, finaliza Medeiros.
No ano passado, o Centro de Troca e Manutenção de Rodeiros da Estrada de Ferro Carajás (EFC), em São Luís, conquistou a medalha de prata (Shingo Silver).

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