Durante entrevista, o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos de Santa Maria de Itabira, José Roberto Rosa, se posicionou de forma crítica em relação ao reajuste salarial de 4,3% concedido pela Prefeitura.
Segundo ele, a categoria não concorda com o percentual definido. “Os servidores não concordam, mas acabaram aceitando”, afirmou. De acordo com o sindicalista, a reivindicação apresentada era de um aumento de 10%, considerado mais adequado diante das demandas da categoria.
Ainda conforme José Roberto, o prefeito justificou o percentual concedido alegando que a folha de pagamento do município estaria sobrecarregada, o que limitaria a concessão de um reajuste maior neste momento.
O presidente do sindicato também destacou um ponto de preocupação na área da educação. Segundo ele, o reajuste concedido pelo Governo Federal aos professores foi de 5,4%, o que pode deixar os profissionais do município em situação de defasagem. “Com esse aumento de 4,3%, os professores acabam ficando para trás”, pontuou.
Outro tema abordado foram os projetos que tramitam na Câmara Municipal e que preveem a criação de novos cargos na administração pública. Sobre isso, José Roberto afirmou que o sindicato não é contra a geração de empregos.
No entanto, ele fez uma ressalva: antes de ampliar o quadro, é necessário valorizar os servidores que já atuam no município. “O sindicato não é contra a criação de novos cargos, mas é preciso primeiro valorizar quem já está trabalhando”, destacou.
A declaração reforça o posicionamento da entidade em defesa da valorização do funcionalismo público e deve intensificar o debate sobre a política salarial e administrativa no município.