Política Atuação Legislativa
Câmara de Santa Maria de Itabira rejeita projetos do prefeito e prioriza servidores
Reunião extraodinária na noite de 7 de abril foi marcada por plenário cheio, diálogo e decisões unânimes dos vereadores
08/04/2026 01h23 Atualizada há 5 meses
Por: Helton Santos
Reunião Extraodinária da Câmara de Santa Maria de Itabira; Foto Helton Santos

A Câmara Municipal de Santa Maria de Itabira protagonizou uma das sessões mais marcantes dos últimos anos na noite desta terça-feira (7), ao rejeitar por unanimidade os Projetos de Lei nº 10/2026 e nº 11/2026, de autoria do prefeito André Lúcio Torres.

As propostas tratavam da concessão de auxílio alimentação e da recomposição salarial para agentes políticos e vinham gerando forte repercussão não apenas no município, mas também na imprensa local e regional.

Com o plenário completamente lotado, a sessão foi acompanhada de perto pela população e por servidores públicos, que participaram ativamente do debate. A pressão popular teve papel decisivo no andamento da reunião e reforçou o posicionamento dos vereadores.

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De forma unânime, os parlamentares optaram por rejeitar os projetos, em uma decisão que evidencia a sintonia da Câmara com os anseios da população.

Antes da sessão, o vereador Luciano Silva (Avante) já havia se posicionado contra as propostas, defendendo a valorização dos servidores públicos, o que ampliou a mobilização e a repercussão do caso.

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Durante a reunião, servidores utilizaram a fala e parabenizaram os vereadores pela postura adotada, destacando que o momento exige prioridade para demandas mais urgentes do funcionalismo.

O clima também foi de tensão. Secretários municipais participaram da sessão e elaboraram uma carta de repúdio ao vereador Luciano Silva, defendendo a aprovação do auxílio alimentação e argumentando que outros profissionais já recebem o benefício.

Além da repercussão política, os valores envolvidos também foram debatidos. O prefeito recebe cerca de R$ 19 mil mensais, a vice-prefeita aproximadamente R$ 8,5 mil e os secretários municipais em torno de R$ 8 mil.

O projeto previa ainda a concessão de um cartão alimentação no valor de R$ 300, com impacto estimado de cerca de R$ 5.700 por mês, podendo ultrapassar R$ 68 mil por ano.

Enquanto os projetos voltados aos agentes políticos foram rejeitados, a Câmara aprovou todos os demais projetos e indicações da pauta.

Entre eles, propostas que beneficiam diretamente os servidores públicos, como a atualização monetária na remuneração e o pagamento de valores retroativos dos quinquênios, aprovados por unanimidade.

A sessão reforçou o papel do Legislativo municipal como representante da população e destacou a prioridade dada pelos vereadores à valorização dos servidores públicos.

 
 
 
 
 
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