
A ILPI Recanto Salvador Pires levou à Câmara Municipal de Santa Maria de Itabira um alerta urgente sobre a situação financeira da instituição, que já se aproxima do quarto mês sem receber repasses da Prefeitura.
Durante reunião extraordinária da última terça (07), a gestora administrativa da entidade, Denise Lage, fez um apelo direto aos vereadores, solicitando apoio para intermediar uma solução junto ao prefeito e garantir a continuidade do atendimento aos idosos acolhidos.
Na fala aos parlamentares, a representante da ILPI destacou que, mesmo sem os recursos, a instituição continua funcionando e prestando assistência aos idosos, muitos deles encaminhados pelo próprio município.
O pedido foi claro: que os vereadores atuem na interlocução com a Prefeitura para destravar o impasse e evitar prejuízos aos assistidos.
A ILPI presta um serviço de alta complexidade dentro da política de assistência social, atendendo idosos em situação de vulnerabilidade e, em muitos casos, sem vínculo familiar.
Atualmente, 18 idosos encaminhados pelo município seguem acolhidos na instituição, mesmo sem a formalização de um novo termo de parceria desde o fim do contrato anterior, encerrado em dezembro de 2025.
O principal entrave para a renovação do convênio é o valor do repasse mensal.
A instituição apresentou proposta de R$ 35 mil, baseada nos custos reais de manutenção, incluindo equipe técnica, alimentação e cuidados contínuos.
Já o município propôs manter o valor anterior de R$ 25 mil, considerado insuficiente pela direção da ILPI.
Tentativas de acordo foram realizadas, incluindo reuniões, envio de ofícios e até propostas alternativas, mas até o momento não houve consenso.
Mesmo diante da falta de recursos, a ILPI segue atendendo normalmente e chegou a acolher novos idosos neste ano, encaminhados pela Assistência Social.
No entanto, a continuidade do serviço preocupa.
A ausência de repasses compromete a sustentabilidade da instituição e pode impactar diretamente a qualidade do atendimento prestado aos idosos, que dependem integralmente dos cuidados oferecidos.
A instituição reforça que o acolhimento de idosos em situação de risco é uma responsabilidade do poder público, prevista na legislação, e que a parceria com o município é fundamental para a manutenção do serviço.
Diante do cenário, a expectativa agora é por uma resposta efetiva da Prefeitura e pela construção de uma solução viável.
Enquanto isso, o alerta segue:
Sem definição, o atendimento pode ser comprometido.
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