
Morreu, na tarde desta sexta-feira (17), o ex-jogador de basquete Oscar Schmidt, aos 68 anos. Ele estava internado no Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana (HMSA), em Santana do Parnaíba, em São Paulo, após apresentar um mal-estar no mesmo dia.
A causa da morte ainda não foi divulgada. Também não há informações confirmadas sobre velório e sepultamento.
Considerado o maior pontuador da história do basquete mundial, com impressionantes 49.737 pontos, Oscar Schmidt construiu uma carreira marcada por feitos históricos e reconhecimento internacional. Conhecido como “Mão Santa”, ele se tornou um dos maiores nomes do esporte brasileiro.
Em 2011, o ex-atleta foi diagnosticado com câncer no cérebro e passou por anos de tratamento. Em 2022, chegou a declarar em entrevista que havia interrompido a quimioterapia por estar curado da doença.
Oscar iniciou sua trajetória no basquete profissional em 1975, atuando pelo Palmeiras. No entanto, foi no Sírio que começou a escrever seu nome na história. Em 1979, liderou o clube na conquista do Mundial Interclubes, tornando-se o primeiro time brasileiro campeão do torneio.
Em 1982, seguiu para a Itália, onde atuou por equipes como Juvecaserta e Pavia. Durante esse período, jogou ao lado de Joe Bryant, pai do lendário Kobe Bryant, que chegou a apontar o brasileiro como um de seus primeiros ídolos.
Mesmo tendo sido escolhido no Draft da NBA de 1984 pelo New Jersey Nets, Oscar optou por não jogar na liga norte-americana para seguir defendendo a Seleção Brasileira, uma decisão que reforçou ainda mais sua ligação com o país.
Um dos momentos mais marcantes de sua carreira aconteceu nos Jogos Pan-Americanos de 1987, quando liderou o Brasil na histórica vitória sobre os Estados Unidos, em pleno território adversário.
De volta ao Brasil em 1995, foi campeão brasileiro pelo Corinthians. Já no Flamengo, entre 1999 e 2003, conquistou os Campeonatos Cariocas de 1999 e 2002.
Oscar Schmidt se aposentou em 2003, após quase três décadas dedicadas ao basquete. Ao longo da carreira, recebeu diversas homenagens, incluindo sua entrada no Hall da Fama da FIBA, em 2010, e no Naismith Memorial Basketball Hall of Fame, em 2013. Ele também foi incluído no Hall da Fama do Comitê Olímpico do Brasil.
A morte de Oscar encerra um dos capítulos mais importantes da história do esporte nacional, deixando um legado que atravessa gerações.