Sete pessoas foram presas na manhã desta terça-feira (28/4) durante a operação “K9”, realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) no Vale do Aço, em Minas Gerais. A ação teve como objetivo desarticular uma ramificação da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).
De acordo com o Gaeco, a investigação foi conduzida pela unidade de Ipatinga ao longo de cerca de um ano. Ao todo, foram cumpridos 47 mandados de busca e apreensão e 10 de prisão, não apenas na região mineira, mas também em outros quatro estados. Durante a operação, quase R$ 300 mil em dinheiro foram apreendidos.
As apurações indicam que o grupo criminoso atuava no transporte de grandes quantidades de drogas vindas do Mato Grosso do Sul, com destino ao Vale do Aço e cidades vizinhas. Além do tráfico, os investigados também são suspeitos de envolvimento em crimes como homicídio e lavagem de dinheiro.
O nome da operação, “K9”, faz referência ao apelido atribuído ao principal investigado dentro da própria organização criminosa.
As autoridades também focaram na estrutura financeira do grupo. A Justiça autorizou o bloqueio de contas bancárias de investigados e de empresas suspeitas de serem utilizadas para ocultar recursos provenientes do tráfico. O Gaeco informou ainda que deve solicitar o sequestro de imóveis e veículos de luxo ligados aos suspeitos, com o objetivo de reverter os bens ao Estado.
A fase ostensiva da operação em Minas Gerais contou com a coordenação de quatro promotores de Justiça e mobilizou 156 policiais civis e militares. Helicóptero e cães farejadores foram utilizados durante a ação, que também teve apoio de equipes dos Gaecos dos estados do Pará, Piauí, Bahia e Pernambuco.
Os investigados poderão responder por organização criminosa, tráfico de drogas, associação para o tráfico, homicídio e lavagem de capitais. Somadas, as penas podem chegar a até 73 anos de prisão.