Política Debate salarial
Pedido de vista adia votação de projetos sobre reajuste dos servidores em Itabira
Propostas do Executivo preveem recomposição de 3,9% e mudanças no auxílio-alimentação; categoria rejeita índice e promete mobilização
29/04/2026 07h51 Atualizada há 3 horas
Por: Helton Santos
Pedido de vista foi apresentado pelo vereador Marcelino Guedes (PSB)

A tramitação dos projetos relacionados à recomposição salarial dos servidores municipais de Itabira foi adiada após pedido de vista apresentado pelo vereador Marcelino Guedes (PSB), durante a reunião ordinária desta terça-feira (28), na Câmara Municipal.

As propostas, encaminhadas pelo governo do prefeito Marco Antônio Lage (PSB), tratam do reajuste geral anual dos vencimentos dos servidores, além de alterações nas regras do auxílio-alimentação.

O Projeto de Lei 32/2026 propõe recomposição salarial de 3,9% para os servidores municipais. O percentual, no entanto, foi rejeitado pela categoria durante assembleia realizada pelo Sindicato dos Trabalhadores e Servidores Públicos Municipais de Itabira, que considera o índice insuficiente.

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Já o Projeto de Lei 33/2026 altera os critérios para concessão do auxílio-alimentação. Pela proposta, servidores com remuneração mensal de até R$ 4.693,39 passariam a receber R$ 470,01 de benefício. Para aqueles com salários entre R$ 4.693,39 e R$ 9.351,00, o texto prevê o retorno do direito ao auxílio, com pagamento mensal de R$ 235.

O pedido de vista adia a votação por alguns dias e permite que os vereadores analisem com mais profundidade o conteúdo das propostas antes da deliberação em plenário.

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Segundo o parlamentar, a intenção é ampliar o diálogo entre Legislativo, Executivo e representantes da categoria.

“É para que a gente possa debruçar ainda um pouco mais no projeto. Temos alguns dias a mais para fazer interlocuções com o Executivo. É uma pauta importantíssima, e quanto mais tempo para discutir, melhor”, afirmou Marcelino.

A presidente do Sintsepmi, Graziele Cachapuz, criticou o envio do projeto à Câmara sem considerar o posicionamento da categoria manifestado em assembleia.

Segundo ela, os servidores rejeitaram o percentual de 3,9% e devem intensificar a mobilização durante a tramitação das propostas no Legislativo.

 
 
 
 
 
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