A Polícia Civil concluiu nesta quarta-feira (29/4) o inquérito sobre o acidente ocorrido no dia (11/4), em Itabirito, que resultou na morte da cantora gospel Carolina Beatriz, de 21 anos, após a falha em um brinquedo de parque de diversões.
Segundo a Polícia Civil de Minas Gerais, foram indiciados o proprietário do parque, o operador do equipamento e o responsável técnico. O dono do empreendimento vai responder por homicídio doloso qualificado com dolo eventual — quando se assume o risco de causar a morte. Já os outros dois também foram enquadrados por tentativa de homicídio, devido ao perigo imposto às demais pessoas que estavam no local no momento do acidente.
As investigações apontaram que o brinquedo conhecido como “minhocão” apresentava falhas estruturais progressivas, já existentes antes do dia do ocorrido. De acordo com a polícia, esses problemas eram detectáveis tecnicamente e tornavam a operação incompatível com padrões mínimos de segurança.
O acidente aconteceu durante a noite, quando uma peça do equipamento se desprendeu, provocando a queda de ocupantes. Equipes de socorro prestaram atendimento imediato, mas Carolina Beatriz sofreu uma parada cardiorrespiratória e morreu ainda após as tentativas de reanimação.
A conclusão do inquérito indica que o caso não foi uma fatalidade imprevisível, mas sim uma situação que poderia ter sido evitada com manutenção adequada e fiscalização eficiente. Relatórios iniciais já apontavam condições consideradas precárias no funcionamento da atração.
A morte da jovem interrompeu o início de sua trajetória na música gospel, onde ela começava a ganhar visibilidade com projetos autorais divulgados nas redes sociais.
Após o acidente, o brinquedo foi interditado, e o caso segue agora para análise do Ministério Público, que vai decidir sobre eventual denúncia à Justiça.