A secretária municipal de Assistência Social de Itabira, Nélia Aparecida Jerônimo Cunha, defendeu nesta terça-feira (12), durante coletiva realizada na Câmara Municipal, o projeto habitacional que prevê a construção de 80 moradias populares através do programa federal Minha Casa, Minha Vida.
A coletiva ocorreu em meio à intensa discussão envolvendo o projeto de doação de terrenos para implantação das unidades habitacionais, assunto que tem mobilizado moradores, vereadores e representantes do governo municipal nas últimas semanas.
Durante sua fala, Nélia destacou que o acesso à moradia digna é um direito garantido às famílias brasileiras e afirmou que o município possui demanda reprimida por habitação popular. Segundo ela, muitas famílias vivem atualmente em condições precárias e aguardam uma oportunidade para conquistar a casa própria.
“Moradia é um direito de todos. Precisamos olhar para as famílias que sonham com uma casa digna e que hoje vivem em situação de vulnerabilidade”, afirmou a secretária durante a coletiva.
Ela também ressaltou que o projeto tem caráter social e busca reduzir o déficit habitacional existente no município, oferecendo mais dignidade, segurança e qualidade de vida para dezenas de famílias itabiranas.
A discussão ganhou grande repercussão após moradores do bairro Pedras do Valle manifestarem preocupação com a implantação do empreendimento habitacional na região. Alguns moradores questionam impactos urbanísticos e estruturais que poderiam ser causados pelo projeto.
Apesar da polêmica, representantes da prefeitura defenderam que a proposta segue critérios técnicos e sociais estabelecidos pelos programas habitacionais federais.
A reunião desta terça-feira contou com presença de vereadores, lideranças comunitárias, representantes do Executivo e moradores favoráveis e contrários ao projeto. O plenário ficou lotado durante o debate.
Nos bastidores, o tema continua dividindo opiniões na cidade e deve permanecer em pauta nas próximas reuniões legislativas.