A crise política envolvendo o vereador Luiz Carlos Henrique de Souza, o “Luiz Carlos de Ipoema” (Podemos), ganhou mais um capítulo durante os debates na Câmara Municipal de Itabira. O líder do governo Marco Antônio Lage (PSB) no Legislativo, Bernardo de Souza Rosa, afirmou que aliados do parlamentar estariam espalhando fake news ao divulgar que já existe um processo de cassação em andamento contra o vereador.
Segundo Bernardo Rosa, o procedimento instaurado pela Câmara não representa uma cassação automática, mas sim uma investigação prevista legalmente após o recebimento de denúncias.
De acordo com o líder do governo, existe uma tentativa de transformar o processo investigativo em uma narrativa de perseguição política antes mesmo da conclusão dos trabalhos da Comissão Processante.
“Houve um enfoque errôneo sobre o que foi instaurado aqui na Câmara. Primeiro existe um processo apuratório, de investigação, com imparcialidade, transparência, lisura e legalidade à pessoa que está sendo investigada”, afirmou Bernardo Rosa.
O vereador também destacou que o procedimento segue os princípios do contraditório e da ampla defesa, ressaltando que nenhuma decisão foi tomada até o momento sobre eventual punição ao parlamentar investigado.
“Não é a imprensa que está criando isso. São pessoas ligadas ao vereador que usam essa terminologia de que estão querendo cassar, quando não existe nada disso ainda”, declarou.
Bernardo Rosa ainda reforçou que a abertura do processo ocorreu dentro de um rito considerado normal pela legislação e pelo regimento interno da Câmara Municipal.
“O que a Câmara instalou foi um procedimento normal de investigação, suscitado por denúncia que pediu providências. Nada mais é do que um trâmite normal, legal e processual, que tem que garantir defesa e contraditório”, acrescentou.
Apesar das declarações, Bernardo afirmou que não faz parte da Comissão Processante responsável por conduzir as investigações contra Luiz Carlos de Ipoema.
O caso vem provocando forte repercussão nos bastidores da política itabirana e aumentando a tensão entre parlamentares da base governista e da oposição. A investigação poderá resultar em arquivamento ou no avanço para outras etapas previstas no processo político-administrativo.