Política FERROVIA REGIONAL
Carlin Filho defende corredor ferroviário entre Itabira e Vespasiano como saída para diversificação econômica
Presidente da Câmara afirma que projeto pode atrair indústrias, criar polo logístico e desafogar a BR-381
01/06/2026 18h26 Atualizada há 4 meses
Por: Helton Santos
VLI Logística terá controle da malha ferroviária até 2056 | Imagem: Vli Logística

O presidente da Câmara Municipal de Itabira, Carlin Filho, levou ao plenário e detalhou em coletiva de imprensa uma articulação política em defesa do corredor ferroviário entre Itabira e Vespasiano, projeto considerado estratégico para o futuro econômico da região.

Segundo Carlin Filho, na última semana ele participou, em Brasília, de uma agenda com o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, para discutir o avanço da proposta ferroviária que prevê cerca de 90 quilômetros de extensão ligando Itabira a Vespasiano.

Durante a coletiva, o presidente destacou que o projeto pode representar uma transformação logística e econômica para Itabira e municípios da região.

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“Estamos falando da possibilidade de criar um polo logístico importante para a cidade e para toda a região”, afirmou.

Carlin explicou que a proposta está ligada ao processo de renovação da concessão ferroviária operada pela VLI e atualmente passa por análise do Tribunal de Contas da União (TCU). Segundo ele, o momento exige união política para que o projeto avance.

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“Não é uma discussão do Carlin, é uma discussão de toda a cidade. Precisamos envolver todos os atores políticos nesse debate”, declarou.

O presidente da Câmara reforçou que, apesar da permanência da mineração em Itabira por mais alguns anos, o município não pode depender exclusivamente da atividade mineral.

“A Vale deu a notícia que fica mais um tempo, mas a cidade não pode cruzar os braços. Precisamos criar alternativas e atrair grandes indústrias para Itabira”, disse.

Na avaliação dele, a logística ferroviária é um fator decisivo para atrair empresas, principalmente diante do alto custo do transporte rodoviário.

“Hoje o diesel está muito caro e isso impacta diretamente no valor final dos produtos. A ferrovia permite compartilhar custos logísticos e reduzir despesas para as empresas”, destacou.

Carlin Filho também afirmou que o corredor ferroviário pode fortalecer projetos antigos da região, reaproveitando trechos ferroviários já existentes e integrando municípios como Bom Jesus do Amparo e Itabira a novos corredores logísticos estaduais.

Outro ponto destacado pelo presidente foi a possibilidade de implantação do chamado “Porto de Minas”, estrutura logística que poderia impulsionar a chegada de empresas e ampliar a capacidade de distribuição de mercadorias.

Além do impacto econômico, ele acredita que o projeto pode ajudar a aliviar o fluxo de veículos pesados na BR-381.

“Uma vez que você transfere parte das cargas para a ferrovia, diminui consideravelmente o número de carretas na BR-381”, afirmou.

Carlin Filho ainda lamentou a ausência de maior representatividade política estadual para defender projetos estruturantes para Itabira em Brasília, mas reforçou que a Câmara pretende mobilizar forças políticas e institucionais para tentar tirar o projeto do papel.

 
 
 
 
 
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