A campanha oficial em busca da mais alta cadeira do Poder Executivo brasileiro ainda não começou, mas as estratégias dos possíveis concorrentes já estão em prática. De alguma maneira, os principais postulantes ao cargo buscam convencer o eleitorado e garantir os votos necessários para a eleição.
Como ocorre em quase toda disputa política, observa-se que os candidatos com menor destaque nas pesquisas eleitorais tentam crescer por meio de ataques e da desconstrução dos adversários. O foco, normalmente, converge para situações polêmicas já conhecidas pela sociedade. Como esses aspirantes muitas vezes não têm grandes realizações para destacar em benefício próprio, a saída encontrada é iniciar a caminhada rumo ao poder apresentando propostas utópicas e explorando as falhas alheias.
O diferencial do eleitor consciente e politizado deve ser a capacidade de perceber esse tipo de manobra. Enquanto muitos apoiam sua escalada em discursos rasos, existem candidatos que apresentam propostas sólidas e viáveis, muitas delas respaldadas por serviços prestados ao longo de sua vida pública em favor da sociedade.
Nesse sentido, cabe ao cidadão examinar cada concorrente e compreender que a busca pelo voto nem sempre visa ao exercício coerente do cargo, mas sim à conquista e à permanência no poder. Há uma linha clara que separa aqueles que exercem o mandato focados no cuidado com as pessoas daqueles que ocupam a cadeira mirando apenas o acúmulo de capital, não para o enriquecimento do povo, mas para o monopólio de seu próprio grupo político.
Mesmo que não seja verbalizado, é nítida a diferença entre projetos direcionados ao bem-estar social e planos voltados exclusivamente ao privilégio de uma pequena parcela da sociedade, justamente aquela que já detém o domínio de toda a estrutura de comando e do poder econômico.