Polícia BELO HORIZONTE
Justiça mantém preso homem investigado por agredir e estrangular ex-noiva em Belo Horizonte
Decisão considera histórico de violência doméstica, descumprimento de medida protetiva e indícios de tentativa de feminicídio; caso segue sob investigação da Polícia Civil
17/06/2026 22h45 Atualizada há 3 meses
Por: Diego Jorge
Foto: Imagem ilustrativa utilizada para contextualização da reportagem.

A Justiça de Minas Gerais converteu em prisão preventiva a detenção em flagrante de um homem de 46 anos investigado por agredir e estrangular a ex-noiva no bairro Jardim Montanhês, na região Noroeste de Belo Horizonte. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (17/06), durante audiência de custódia.

De acordo com informações do processo, a medida foi adotada diante da gravidade dos fatos apurados, do histórico de violência doméstica envolvendo o investigado e do descumprimento de medidas protetivas anteriormente concedidas em favor da vítima.

Segundo a Polícia Civil, o caso ocorreu na segunda-feira (15/06), em frente a um salão de beleza no bairro Jardim Montanhês. A vítima relatou que estava no estabelecimento quando foi surpreendida pelo ex-companheiro, que teria iniciado as agressões físicas.

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Ainda conforme o relato prestado às autoridades, a mulher foi agredida e estrangulada até perder a consciência. Testemunhas acionaram a Polícia Militar, que realizou a prisão em flagrante do suspeito. A vítima foi socorrida e encaminhada ao Hospital Odilon Behrens, onde recebeu atendimento médico.

Durante a audiência de custódia, a Justiça destacou que os elementos reunidos na investigação apontam indícios suficientes de autoria e materialidade da tentativa de feminicídio. O magistrado também considerou registros anteriores de violência doméstica envolvendo o investigado e a mesma vítima.

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Conforme os autos, uma medida protetiva já havia sido concedida em favor da mulher no início deste ano. A decisão judicial menciona ainda que o suspeito havia sido formalmente comunicado das restrições impostas pela Justiça.

As investigações permanecem sob responsabilidade da Polícia Civil, que dará continuidade à apuração dos fatos e à coleta de novos elementos para o inquérito.

O homem permanecerá no sistema prisional enquanto o caso segue em tramitação na Justiça.

A defesa do investigado poderá se manifestar sobre as acusações no decorrer do processo, conforme garantem os princípios do contraditório e da ampla defesa.

 

 
 
 
 
 
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