Um idoso de 79 anos foi morto a tiros na manhã de sexta-feira (19/06), no bairro Jardim Alterosa, Segunda Seção, em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A vítima foi identificada como Geraldo Gomes da Silva.
Segundo informações divulgadas pela Polícia Militar, o crime ocorreu por volta das 9h16. Testemunhas relataram aos militares que um homem chegou ao local utilizando uma vestimenta semelhante à da Polícia Civil, chamou a vítima pelo nome e, em seguida, efetuou disparos de arma de fogo. Após a ação, o suspeito deixou o local em um veículo que posteriormente foi identificado como sendo clonado, conforme a apuração policial.
Ainda de acordo com a Polícia Militar, equipes do GER (Grupo Especializado em Recobrimento) e do 66º BPM (Sexagésimo Sexto Batalhão da Polícia Militar) iniciaram diligências e localizaram elementos que levaram à identificação de dois suspeitos de envolvimento no caso.
Durante os trabalhos, foram apreendidos armamentos, munições e uma vestimenta semelhante à utilizada pelo autor do crime. Os dois suspeitos foram detidos e encaminhados às autoridades competentes para os procedimentos legais cabíveis.
Conforme informado pela Polícia Militar, a motivação investigada estaria relacionada a uma acusação de estupro envolvendo uma adolescente, registrada anteriormente contra o senhor Geraldo Gomes da Silva. Segundo os militares, o procedimento judicial referente a essa acusação havia sido arquivado.
Cabe destacar que o arquivamento de um procedimento judicial não permite concluir, por si só, sobre a responsabilidade ou inocência de qualquer pessoa em relação aos fatos investigados, cabendo às autoridades competentes a análise e manifestação sobre cada caso.
A Polícia Civil de Minas Gerais é responsável pela investigação do homicídio e deverá apurar todas as circunstâncias, a dinâmica dos fatos e a eventual participação dos suspeitos. Até o momento, não havia sido divulgada decisão judicial condenatória relacionada ao caso que teria motivado, em tese, o crime investigado.
Os suspeitos detidos terão assegurados os direitos constitucionais ao contraditório e à ampla defesa durante o andamento do processo. O caso segue em investigação.