A Justiça converteu em prisão preventiva a prisão em flagrante de Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, durante audiência de custódia realizada na tarde desta sexta-feira (03/07), na Central de Audiências de Custódia de Belo Horizonte (CEAC/BH), localizada no bairro Lagoinha, na capital mineira.
A investigada havia sido presa pela Polícia Civil na quinta-feira (02/07), em um hotel na cidade de Itabira, na região Central de Minas Gerais. Ela é investigada pela morte do advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e da empresária Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76, encontrados mortos dentro do apartamento onde moravam, no bairro São Pedro, na região Centro-Sul de Belo Horizonte.
Com a decisão judicial, a prisão em flagrante foi homologada e convertida em prisão preventiva. A medida mantém a investigada recolhida ao sistema prisional enquanto prosseguem as investigações e os demais atos do processo criminal.
Após a audiência de custódia, Paola retornou para a Penitenciária José Abranches Gonçalves, localizada em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, onde permanecerá à disposição da Justiça.
O caso é tratado pela Polícia Civil como latrocínio, crime caracterizado pelo roubo com resultado morte. De acordo com as investigações, a suspeita teria aproveitado o primeiro dia de trabalho na residência das vítimas para subtrair dinheiro, joias, relógios, celulares e outros objetos de valor.
Segundo a Polícia Civil, parte dos bens levados do apartamento já foi recuperada durante as diligências realizadas pelos investigadores. A corporação também confirmou que exames periciais identificaram a presença de clonazepam no organismo das vítimas, substância que, conforme a investigação, teria sido utilizada antes do crime.
A defesa de Paola Stefany Neto Cirino informou que acompanha o caso e afirmou que irá analisar documentos relacionados ao histórico de saúde mental da investigada. Os advogados destacaram que eventuais manifestações e teses defensivas serão apresentadas ao longo do processo, respeitando os princípios do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal.
A Polícia Civil segue apurando todos os detalhes do caso, incluindo a motivação do crime e a eventual participação de outras pessoas. Até o momento, conforme divulgado pelas autoridades, a investigada assumiu sozinha a autoria dos fatos durante os depoimentos prestados à polícia.