A defesa técnica da diretora da Escola Municipal Zita Lucas e Silva, Taiz Aline Elias, e de Vinícius de Freitas encaminhou ao Plantão Santamariense uma nota técnica oficial apresentando sua versão sobre o caso que resultou na concessão de medidas protetivas em favor de uma adolescente em Esmeraldas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH).
A manifestação foi enviada após a publicação da reportagem produzida pelo portal, que apresentou documentos judiciais relacionados ao processo. No documento, os advogados contestam as acusações, negam a prática de ameaças ou perseguição e afirmam que os investigados confiam na apuração dos fatos pelo Poder Judiciário.
O caso teve início em 8 de junho de 2026, quando surgiram relatos envolvendo comentários feitos por estudantes sobre uma suposta situação da vida pessoal da diretora da Escola Municipal Zita Lucas e Silva.
Conforme consta nos documentos que integram o processo, a adolescente teria sido chamada para uma conversa na direção da escola após o assunto repercutir entre alunos. Posteriormente, a mãe da estudante procurou a Secretaria Municipal de Educação para relatar os fatos. A reunião ocorreu na manhã de 9 de junho de 2026, quando a pasta informou que apuraria a situação e adotaria as providências administrativas cabíveis.
Também no dia 9 de junho, foram registrados boletins de ocorrência junto à Polícia Civil. Um deles foi formalizado pela mãe da adolescente, que relatou às autoridades os fatos narrados por sua filha. Outro foi registrado pela Secretaria Municipal de Educação, comunicando oficialmente os acontecimentos envolvendo a escola.
Com base nesses documentos, o Ministério Público de Minas Gerais ingressou, em 11 de junho de 2026, com pedido de medidas protetivas em favor da adolescente, entendendo haver elementos suficientes para justificar a adoção de providências cautelares durante a investigação.
Na decisão proferida em 17 de junho de 2026, o juiz da 2ª Vara Cível, Criminal e da Infância e da Juventude da Comarca de Esmeraldas deferiu as medidas cautelares de urgência, determinando a proibição de contato entre Vinícius de Freitas e a adolescente, bem como a proibição de aproximação em distância inferior a 100 metros. A decisão também advertiu que eventual descumprimento poderá ensejar outras medidas previstas em lei.
Após tomar conhecimento da decisão judicial, a mãe da adolescente procurou o Plantão Santamariense, ocasião em que a reportagem apresentou os documentos do processo, preservando a identidade da menor e observando os princípios do jornalismo informativo, imparcial e responsável.
Na nota técnica encaminhada ao Plantão Santamariense, a defesa afirma que não pretende atacar a adolescente envolvida no caso e sustenta que proteger crianças e adolescentes não significa retirar de professores, diretores e seus familiares os direitos constitucionais ao contraditório, à ampla defesa e à presunção de inocência.
Os advogados afirmam que o conflito teve origem após a circulação de rumores envolvendo a vida pessoal da diretora da escola e sustentam que os acontecimentos não ocorreram da forma descrita nas acusações constantes dos autos.
A defesa nega que Taiz Aline Elias ou Vinícius de Freitas tenham praticado ameaça, perseguição, intimidação, constrangimento ou qualquer tipo de violência contra a adolescente.
Segundo a nota, existem depoimentos e elementos que, na avaliação da defesa, corroboram a versão apresentada pelos investigados. O documento também afirma que parte das alegações decorre de interpretações divergentes dos fatos.
Os advogados sustentam ainda que Vinícius de Freitas compareceu à escola por iniciativa própria e que Taiz Aline Elias não estava mais na unidade de ensino no momento da abordagem posteriormente questionada, afastando qualquer participação dela nesse episódio.
Ao final, a defesa informa confiar na atuação do Poder Judiciário e afirma esperar que todas as provas produzidas durante a investigação sejam analisadas de maneira imparcial antes de qualquer conclusão definitiva.
O processo permanece em tramitação na Justiça e não há sentença sobre o mérito das acusações.
As medidas protetivas deferidas em favor da adolescente permanecem vigentes até eventual nova decisão judicial. Enquanto isso, caberá às autoridades competentes dar continuidade à instrução do processo, analisando todas as provas, documentos e manifestações apresentadas pelas partes.
Em respeito aos princípios do contraditório, da ampla defesa e da imparcialidade jornalística, o Plantão Santamariense registra a manifestação encaminhada pela defesa, ressaltando que as alegações constantes na nota representam exclusivamente o posicionamento dos investigados, que será apreciado pelas autoridades responsáveis no curso do processo.