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Redes Sociais e a Fuga da Responsabilidade Política
Colunista Júlio Couto
06/08/2026 23h07
Por: Redação
Júlio Couto é professor na rede pública do estado de Minas Gerais. Graduado em Letras pela PUC Minas.

O fim do período de pré-campanha eleitoral marca o início do momento em que a legislação libera, oficialmente, o pedido de votos para os cargos dos poderes Executivo e Legislativo. Durante a fase que antecedeu esse marco na qual o pedido explícito de votos era proibido, o eleitorado testemunhou diversas manobras políticas. Acontece que essas estratégias provocaram confusão na mente dos cidadãos que não costumam acompanhar os bastidores desse cenário.

Nesse contexto, no estado de Minas Gerais, tradicionalmente considerado pelos analistas como o termômetro das eleições nacionais, o noticiário recente foi dominado por decisões e indecisões confusas sobre a disputa pelo governo estadual. Nomes antes descartados, por exemplo, ganharam espaço na imprensa e nas pesquisas de intenção de voto. Em contrapartida, os holofotes também se voltaram para um pré-candidato que, apesar de liderar as pesquisas para a administração mineira, sinaliza que não colocará seu nome nas urnas. O comportamento desse político demonstra que seu real interesse é o engajamento nas redes sociais; afinal, caso o futuro governante não atenda às suas pautas utópicas, seu discurso de "salvador da pátria" já estará pronto para culpar o sistema por problemas que ele mesmo se esquivou de resolver.

Diante disso, cabe aos eleitores identificar, entre os nomes homologados pelos partidos, quem realmente possui propostas viáveis para superar a gestão atual. É preciso rejeitar figuras que preferem "jogar para a galera" a assumir responsabilidades reais, uma vez que esse perfil populista demonstra, no fundo, ter plena consciência de sua incapacidade de gerir um estado complexo como Minas Gerais. Isso porque atuar no Legislativo e manter um discurso inflamado é muito mais confortável do que assumir o desgaste prático do poder Executivo junto à população.

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