Política PREFEITO DE ITABIRA
“A riqueza sai, mas parte dela tem que ser deixada ali”, afirma Marco Antônio Lage no Mineração em Debate 2026, em BH
Prefeito de Itabira e presidente da Amig Brasil destacou a importância do evento, defendeu uma mineração com maior retorno aos territórios e explicou de forma simples o papel da CFEM para os municípios mineradores
19/08/2026 21h36 Atualizada há 4 semanas
Por: Diego Jorge
Edição digital: Diego Jorge/Plantão Santamariense

O prefeito de Itabira e presidente da Amig Brasil, Marco Antônio Lage, foi uma das principais lideranças presentes no Mineração em Debate 2026, realizado nesta quarta-feira, 19/08, em Belo Horizonte. Organizado pela própria Amig Brasil, o evento reuniu representantes de municípios mineradores, autoridades e candidatos para discutir os caminhos da mineração e seus impactos para Minas Gerais.

Em conversa com o repórter Diego Jorge, do Plantão Santamariense, Marco Antônio Lage avaliou positivamente a realização do encontro e destacou a iniciativa da Amig Brasil de colocar a mineração no centro das discussões relacionadas ao futuro do estado.

“Evento excelente, a iniciativa da Amig para trazer o debate da mineração para essas eleições do estado.”

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Na avaliação apresentada pelo prefeito, a mineração ocupa uma posição estratégica na economia mineira e pode ter papel importante também na construção de novas alternativas de desenvolvimento para o estado.

Mineração e desenvolvimento de Minas Gerais

Marco Antônio Lage destacou a diversidade mineral de Minas Gerais, mencionando recursos como terras raras, lítio, nióbio e minério de ferro.

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Para o prefeito, o desafio está em fazer com que a atividade mineral não represente apenas a extração e a saída de riquezas do território, mas também contribua para a industrialização e para a geração de oportunidades dentro do próprio estado.

“O que a gente tem discutido é o novo desenvolvimento industrial do nosso estado de Minas Gerais a partir da mineração.”

A proposta apresentada pelo presidente da Amig Brasil envolve ampliar o beneficiamento dos produtos minerais em Minas Gerais, agregando valor à produção e buscando gerar novos investimentos e oportunidades.

Segundo Marco Antônio Lage, esse processo pode contribuir para aumentar a capacidade de investimento dos municípios e do próprio estado em áreas que impactam diretamente a população.

“O dinheiro da mineração tem que chegar no povo, tem que chegar na educação, na saúde, na infraestrutura, no saneamento básico.”

O que é a CFEM?

Um dos momentos de maior destaque da entrevista foi quando o prefeito explicou, em linguagem simples, o significado da CFEM — Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais.

Marco Antônio Lage explicou que a CFEM representa uma compensação relacionada à exploração mineral e aos impactos provocados pela atividade nos territórios.

“A CFEM é uma compensação financeira, uma parte, como se fosse um imposto, não é um imposto, para compensar os danos, os impactos da mineração nos nossos territórios.”

A explicação também trouxe para o debate municípios que, mesmo não sendo grandes produtores, sofrem impactos decorrentes da atividade mineradora, como Santa Maria de Itabira e outras cidades da região.

O legado para as próximas gerações

Outro ponto central da manifestação do prefeito foi a preocupação com o futuro dos territórios mineradores depois que os recursos minerais forem esgotados.

Segundo Marco Antônio Lage, é necessário aproveitar o período de atividade mineral para criar novas oportunidades econômicas, empregos e investimentos capazes de permanecer nos municípios.

“O que nós estamos brigando, estamos lutando, é isso. As riquezas são retiradas das nossas terras, mas a gente precisa de maior compensação, de mais valor, de mais recurso, de indústrias, além da mineração.”

A preocupação, segundo ele, está diretamente relacionada às próximas gerações.

“Para que as gerações, nossos filhos e nossos netos sejam beneficiados por essa mineração.”

Para o presidente da Amig Brasil, a diversificação econômica é fundamental para evitar que os municípios fiquem dependentes exclusivamente da mineração e enfrentem dificuldades quando a atividade chegar ao fim.

“A riqueza sai, mas parte dela tem que ser deixada ali”

Em uma das declarações mais marcantes da entrevista, Marco Antônio Lage utilizou uma comparação para explicar a defesa de uma distribuição considerada mais justa dos benefícios gerados pela mineração.

“A riqueza sai, mas parte dela tem que ser deixada ali.”

A frase resume a posição apresentada pelo prefeito durante o evento: a atividade mineral gera riquezas, mas os territórios onde os recursos são extraídos também precisam receber investimentos capazes de produzir desenvolvimento duradouro.

Marco Antônio Lage defendeu ainda uma maior atenção às necessidades da população que vive nas cidades mineradoras.

“O ser humano, a população das nossas cidades tem que estar no centro da atenção e ser beneficiada pelo minério que sai das nossas terras.”

Amig Brasil coloca municípios no centro do debate

Como presidente da Amig Brasil, Marco Antônio Lage também destacou a atuação da entidade na organização do Mineração em Debate 2026 e na articulação dos municípios mineradores.

Durante o evento, a Amig Brasil apresentou uma carta-compromisso destinada aos candidatos a deputado federal, com reivindicações relacionadas às causas defendidas pela associação.

Segundo Marco Antônio Lage, o objetivo é buscar uma mineração considerada mais justa e equilibrada, com maior capacidade de deixar um legado econômico e social nos territórios onde ocorre a exploração.

A realização do evento em Belo Horizonte reforçou a participação dos municípios mineradores no debate sobre o futuro do setor em Minas Gerais. À frente da Amig Brasil e também como prefeito de Itabira, Marco Antônio Lage apresentou uma visão que conecta mineração, desenvolvimento industrial, arrecadação, diversificação econômica e qualidade de vida.

A participação de Itabira e da Amig Brasil no encontro colocou em evidência a importância de discutir não apenas quanto a mineração produz, mas também o que permanece nos territórios depois que a riqueza mineral é retirada.

 

 
 
 
 
 
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