Política PREFEITO OURO PRETO
“As empresas mineradoras nem sempre sabem dialogar”, afirma Ângelo Oswaldo no Mineração em Debate 2026, em BH
Prefeito de Ouro Preto participou do encontro promovido pela Amig Brasil e destacou a trajetória histórica da mineração, os desafios atuais e a necessidade de diálogo entre municípios e empresas
19/08/2026 22h00 Atualizada há 4 semanas
Por: Diego Jorge
Edição digital: Diego Jorge/Plantão Santamariense

O prefeito de Ouro Preto, Ângelo Oswaldo, participou nesta quarta-feira, 19/08, do Mineração em Debate 2026, realizado em Belo Horizonte e promovido pela Amig Brasil. Representando um dos municípios mais emblemáticos da história da mineração em Minas Gerais, o prefeito participou das discussões sobre os desafios e as perspectivas da atividade mineral no estado.

Durante conversa com o repórter Diego Jorge, do Plantão Santamariense, Ângelo Oswaldo destacou que a mineração está diretamente ligada à formação histórica de Ouro Preto. Segundo ele, o município possui uma trajetória de séculos relacionada à exploração de recursos minerais.

“Ouro Preto é um município minerador. Já nasceu assim com o nome de Ouro Preto.”

Continua após a publicidade

O prefeito relembrou que a primeira atividade mineradora do município foi a exploração de ouro, iniciada ainda no final do século XVII, e destacou que, ao longo do tempo, Ouro Preto passou por diferentes ciclos minerais.

Além do ouro, o município também teve atividades relacionadas à bauxita e atualmente mantém a mineração de minério de ferro como uma de suas atividades econômicas.

Continua após a publicidade

Uma relação histórica com a mineração

Ao falar sobre Ouro Preto, Ângelo Oswaldo ressaltou que a mineração não é apenas uma atividade econômica recente, mas parte da própria história e identidade do município.

A cidade, conhecida mundialmente pelo patrimônio histórico e cultural, foi construída ao longo de diferentes períodos de exploração mineral, que contribuíram para sua formação e para sua importância dentro da história de Minas Gerais.

O prefeito destacou ainda a existência de diferentes ciclos minerais ao longo da história, mencionando inclusive a produção de alumínio a partir da exploração da bauxita.

O desafio do diálogo

Ao abordar o cenário atual da mineração, Ângelo Oswaldo destacou a relação entre os municípios e as empresas responsáveis pela exploração mineral.

Para o prefeito, um dos desafios está justamente na construção de um relacionamento mais próximo, transparente e baseado no diálogo entre as empresas e o poder público.

Foi nesse contexto que ele afirmou:

“As empresas mineradoras nem sempre sabem dialogar.”

Na sequência, o prefeito citou especificamente a Vale e apresentou sua avaliação sobre a relação da empresa com o município de Ouro Preto.

Segundo Ângelo Oswaldo, é necessário que exista uma abertura maior para o diálogo entre as empresas e as administrações municipais, principalmente diante dos impactos que decisões relacionadas à mineração podem provocar nos territórios.

Impactos para os municípios

Durante a entrevista, o prefeito também mencionou o encerramento das atividades de uma mina localizada em Ouro Preto e afirmou que a decisão provocou impactos significativos para o município.

A situação, segundo ele, reforça a importância de que os municípios estejam preparados para acompanhar as mudanças na atividade mineradora e tenham participação efetiva nas discussões que envolvem o futuro do setor.

A preocupação apresentada pelo prefeito está relacionada não apenas à continuidade da atividade econômica, mas também aos efeitos que mudanças e encerramentos de operações podem provocar na arrecadação e na dinâmica econômica das cidades mineradoras.

Ouro Preto no debate sobre o futuro da mineração

A participação de Ângelo Oswaldo no Mineração em Debate 2026 levou para o encontro a perspectiva de uma cidade cuja história está profundamente ligada à mineração.

Ao longo da entrevista, o prefeito abordou desde a origem histórica de Ouro Preto até os desafios atuais envolvendo o relacionamento entre municípios e empresas mineradoras.

O evento promovido pela Amig Brasil abriu espaço para que representantes de diferentes cidades mineradoras apresentassem suas experiências e discutissem caminhos para o futuro da atividade em Minas Gerais.

A presença de Ouro Preto no encontro reforça a importância de incluir no debate municípios que possuem uma relação histórica, econômica e cultural profunda com a mineração e que continuam buscando alternativas para garantir desenvolvimento e qualidade de vida à população.

Ao participar das discussões, Ângelo Oswaldo também reforçou a necessidade de que os municípios tenham voz ativa nas decisões relacionadas à atividade mineral e aos impactos que ela produz nos territórios.

 

 
 
 
 
 
Ver essa foto no Instagram
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Um post compartilhado por Plantão Santamariense (@plantaosantamariense)