Com o início oficial da campanha eleitoral para os cargos estaduais e federais, tanto no legislativo quanto no executivo, as ruas e as telas são inundadas por uma verdadeira avalanche de informações. Junto com essa corrida, surge um fluxo intenso de notícias tendenciosas, desenhadas estrategicamente para confundir o eleitorado, especialmente aqueles menos familiarizados com as engrenagens da disputa política.
Quem conhece os bastidores das organizações partidárias sabe que a imagem vendida ao público raramente reflete a realidade das negociações secretas capitaneadas por marqueteiros e estrategistas. No tabuleiro do poder, alianças públicas não significam parceria real ou comunhão de ideais. Da mesma forma, a rivalidade feroz demonstrada em palanques e debates pode ser apenas uma encenação. O que está em jogo é a conquista do poder a qualquer custo. Essa obsessão leva candidatos a criarem narrativas fictícias nas mídias sociais, distorcendo tanto as suas próprias trajetórias quanto as qualidades de seus oponentes.
Infelizmente, a estratégia padrão para convencer o público envolve a exaltação cega do próprio grupo e a desmoralização implacável dos concorrentes. O arsenal de manipulação inclui, inclusive, a falsificação de currículos por parte de quem não tem realizações reais para apresentar. Nas disputas majoritárias, essa tática fica ainda mais evidente: gasta-se muito mais tempo e energia desconstruindo o adversário do que apresentando propostas concretas em favor da sociedade.
Diante desse cenário complexo, a responsabilidade final recai sobre o cidadão. Mesmo sem um conhecimento profundo sobre os esquemas do meio político, cabe ao eleitor pesquisar minuciosamente o histórico de cada nome disponível antes de tomar uma decisão. Votar significa delegar o nosso poder a terceiros; os vencedores deste pleito ditarão os rumos e as decisões que afetarão a vida de cada brasileiro nos próximos anos. Por isso, no momento de depositar o voto nas urnas, é coerente deixar de lado as paixões ou interesses pessoais e priorizar, estritamente, o futuro do país.