
O prefeito de Alpinópolis (MG), Rafael Freire (PSB), declarou nulo nesta quinta-feira (22) o contrato do município com a Copasa para abastecimento e tratamento de esgoto na cidade. No entanto, para que a população não seja prejudicada, foi estabelecido um período de vigência especial até que o município possa realizar nova licitação para que outra empresa assuma o serviço.
Em abril deste ano, a prefeitura abriu um processo administrativo para apurar eventuais irregularidades ocorridas no contrato estabelecido entre o município e a Companhia de Saneamento de Minas Gerais, Copasa. O contrato foi assinado em março de 2016 de forma direta, com dispensa de licitação.
Em dezembro de 2019, a Câmara de Vereadores aprovou um projeto de lei que autorizava o prefeito a romper o contrato com a Copasa. Os vereadores alegavam que a empresa não cumpre o que está previsto no contrato com o município. Os moradores também reclamam dos serviços prestados.

A empresa já foi até alvo de uma Comissão Especial de Inquérito na câmara, que apurou irregularidades na prestação do serviço. Além disso, a Copasa foi multada por ter jogado o esgoto in natura em um córrego da cidade.
Em nota divulgada na ocasião, a Copasa informou que faz investimentos contínuos em Alpinópolis e reiterou o compromisso em prestar serviços de qualidade e dentro dos padrões exigidos pelo Ministério da Saúde. Sobre o valor das contas, a Copasa diz que adota a política tarifária definida pela Arsae, a Agência Reguladora dos Serviços de Abastecimento de Água e Esgotamento Sanitário do Estado.
A reportagem questionou a Copasa após a declaração do prefeito. A Companhia disse que "entende que o processo de contratação foi absolutamente dentro da lei e irá discutir judicialmente, caso seja necessário".