
O publicitário e ex-marqueteiro do PT Duda Mendonça, 77 anos, faleceu nesta segunda-feira (16), no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, vítima de um câncer no cérebro, agravado por conta da covid-19. Ele estava internado no hospital há dois meses em tratamento.
Duda se tornou conhecido nacionalmente ao ser vitorioso em campanhas políticas como a de Paulo Maluf, na Prefeitura de São Paulo e Lula, na presidência do Brasil. A morte foi lamentada pelo governador da Bahia, Rui Costa (PT) e por políticos nas redes sociais.
Duda morreu por complicações da covid-19 e lutava contra um câncer no cérebro. Ele estava internado há 2 meses no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo.
O deputado federal pela Bahia, Arthur Oliveira Maia (DEM), também lamentou a morte do amigo e disse que Duda tinha a capacidade de perceber o sentimento popular.
"Duda tinha a capacidade de perceber o sentimento popular como poucos e sempre sabia o caminho para atingir a emoção das pessoas; era um extraordinário compositor musical. Tudo isso com um senso genuinamente baiano e brasileiro", diz deputado federal Arthur Oliveira Maia (DEM-BA).
Ainda não há informações sobre o velório e enterro do publicitário.
Trajetória do publicitário baiano
José Eduardo Cavalcanti de Mendonça era baiano de Salvador e tinha 77 anos. Depois de abandonar o curso de Administração na Universidade Federal da Bahia (UFBA), tornou-se corretor de imóveis, entrando em contato pela primeira vez com a propaganda, ao desenvolver ideias de vendas para uma agência de publicidade.
Ele criou a sua agência em 1975 e a DM9 ganhou prêmios e acabou sendo a principal referência para campanhas políticas e marketing político no país, quando Duda fez sociedade com Domingos Logullo e Nizan Guanaes.
Mendonça também foi marqueteiro de políticos do Brasil, trabalhando nas campanhas de Paulo Maluf (SP) em 1992, Miguel Arraes (PE), Ciro Gomes (CE) e de Pedro Santana Lopes, em Portugal.
Do "Lulinha Paz & Amor" ao Mensalão
Em 2002, o publicitário criou o termo "Lulinha Paz & Amor", para as eleições presidenciais bem-sucedidas para Luiz Inácio Lula da Silva.
Em 2005, Duda esteve envolvido no escândalo do mensalão e acusado de operar pagamentos irregulares para o Partido dos Trabalhadores. Depois disso, esteve envolvido em desvio de recursos do projeto "Jampa Digital" na Paraíba e na Operação Lava Jato, quando em 2017 assinou acordo de delação premiada.