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Moradores de bairro em Ribeirão das Neves denunciam vizinho acumulador de lixo

Dona do imóvel, que aluga a casa para o idoso, diz que já tentou conversar com o morador para que ele limpe o local e se mude, mas não teve sucesso.

Diego Jorge
Por: Diego Jorge
27/10/2021 às 18h18
Moradores de bairro em Ribeirão das Neves denunciam vizinho acumulador de lixo

Os moradores da avenida D, no bairro Liberdade, em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, reclamam do acúmulo de lixo de um vizinho. O acusado é um idoso, de aproximadamente 60 anos, que vive de aluguel em uma das quatro casas do imóvel localizado no número 181. Quem passa pelo endereço se surpreende com a montanha de lixo espalhada pelo passeio da residência e com a outra montanha de sacos que está no interior do imóvel e é vista da rua.

O vigilante Ronie César Santos, de 55 anos, que mora quase em frente ao imóvel, conta que os moradores se preocupam com a quantidade de animais peçonhentos que começaram a aparecer no local desde que o idoso passou a morar no endereço, há um ano. 

“Nós ficamos com medo. Todas as casas estão prejudicadas porque está aparecendo ratazanas, baratas, lacraias e escorpiões, além do mal cheiro. Agora, com esse período de chuva, a gente fica com medo da dengue. Nós não temos nada contra ele. O problema é que ele junta muito lixo”, relata o morador.

O medo das doenças que podem ser provocadas pela quantidade de lixo também é compartilhado pela moradora Larisse Lemos, de 32 anos, que reside com o marido e os filhos gêmeos, de 9 anos, ao lado do imóvel denunciado. 

“Eu morro de medo desses animais peçonhentos. Durante a noite, eu pego os panos de chão e coloco nas portas para vedar bem. É Deus que nos guarda porque a gente vive com medo. Eu tenho medo pelos meus filhos, pelo marido,  e por mim”, afirma. 

O processo de acúmulo do morador, que vive no imóvel há um ano, foi percebido aos poucos. “Desde quando chegou aqui, ele vive juntando lixo. No início a gente achou que ele vendia material reciclável, mas depois percebemos que ele é um acumulador de material reciclável e de lixo orgânico”, conta Larisse. 

Morando em meio aos sacos de lixo, o idoso não paga aluguel há dez meses, como conta a proprietária do imóvel, a aposentada Antonieta Medeiros, de 72 anos. “Ele pagou os dois primeiros meses. Mesmo assim, não foi o valor todo. Fiz o aluguel para ele a R$400 por mês, mas ele só pagou R$300, no primeiro e no segundo mês. Eu deixei porque fiquei com pena. Depois das denúncias, tentei conversar com ele, mas ele diz que vai limpar tudo e sair, mas não sai”, lembra a proprietária do imóvel.

Antonieta Medeiros diz que precisou entrar com uma ação na Justiça para tentar retirar o morador do imóvel e obrigá-lo a realizar a limpeza. “Eu precisei contratar um advogado. Ele já está se organizando e uma audiência foi marcada para o início de novembro”, esclarece. 

O morador também teve a água e a luz cortadas por falta de pagamento. A reportagem tentou contato com o idoso, mas não conseguiu falar com ele. 

Por meio de nota, a Prefeitura de Ribeirão das Neves informou que a Secretaria Municipal de Saúde já está ciente do caso, que “já é objeto de análise e discussão no Comitê Municipal que trata da questão dos denominados acumuladores”.

“Tanto o proprietário quanto o morador do imóvel já foram notificados para adotarem as providências de limpeza do local e, caso não o façam dentro do prazo fixado, serão adotadas as medidas administrativas e judiciais cabíveis”, diz o comunicado enviado.  

Acumulador

A coordenadora municipal de Proteção e Defesa Civil Orlândia Barbosa Rodrigues, que esteve no endereço, explicou que essa é uma questão de saúde mental e que a situação já está sendo acompanhada.   

“Como se trata de uma questão de saúde, todos os órgãos estão empenhados. A Secretaria de Saúde, a Vigilância Sanitária, a Defesa Civil e a Assistência Social estão acompanhando o caso. É importante lembrar que temos vários casos de acumuladores no município e nós acompanhamos esses casos. É importante deixar claro também que o acumulador é uma pessoa que precisa de um tratamento mental”, esclarece Orlândia. 

Sobre a saída do morador, a coordenadora esclarece que ela só ocorre quando há uma aceitação por parte do acumulador. 

“A saída dele é consensual. Tudo é conversado. Nesse momento, entra o Centro de Referência de Assistência Social (Cras) e o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas). O morador precisa entender a necessidade de ajuda. Quando ele aceita, a gente organiza todos os aparatos, chegando com caminhão e os materiais necessários para a limpeza e retirada”, explica Orlândia. 

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