
Além do socorro aos 20 detentos que se queimaram ou foram intoxicados durante um motim na ala um do presídio Inspetor José Martinho Drumond, em Ribeirão das Neves, os profissionais da unidade prisional, os médicos socorristas, os agentes penais e os militares que atuavam na ocorrência precisaram também de se organizar para atender as famílias dos detentos, que chegavam ao local em busca de informação.
Entre as pessoas que buscavam por notícia na porta da penitenciária, está Adenir Carlos, de 22 anos, irmão de um dos presos, que foi detido por tráfico.
“Eu vi pela TV e vim procurar notícia, mas não me passaram nada. Eles não falam nada com a gente, que é família. Meu irmão está aqui há dois meses e eu ainda não tinha vindo visitar ele. Vim correndo para saber o que aconteceu”, explica Adenir.
Revoltado por não ter conseguido informação, Adenir diz que o número de detentos por cela é maior do que o informado pelo Sindicato dos Policiais Penais. A instituição explicou que cada cela deveria comportar oito detentos, mas conta com cerca de 20 preso.
“Todo mundo erra, mas a gente não é cachorro. Todo mundo tem o direito de erra. Tem que concertar. Já fiquei aqui. Eles falam que são 20 presos por cela, mas já vi de 30 a 40 presos por cela”, denúncia.
Nervosos, muitos parentes preferiram não conversar com a imprensa.