
A Diretoria Regional de Fiscalização Ambiental do Sul de Minas e o Instituto Estadual de Florestas realizaram uma campanha de entrega voluntária de animais da fauna silvestre nativa entre 22 e 24 de novembro em Varginha (MG). Ao todo, 40 animais foram encaminhados para reabilitação no Centro de Triagem de Animais Silvestres CETAS, em Divinópolis.
De acordo com os números repassados pela Supram Sul, 18 pessoas procuraram o órgão ambiental para entrega de 25 animais, sendo dois papagaios-verdadeiros, 11 jabutis e 12 maritacas. O Corpo de Bombeiros também chegou ao local com outros 10 animais, sendo um carcará, um tucano-do-bico verde, uma coruja-buraqueira, um tucano-toco e seis filhotes de Gambá. Além disso, durante fiscalização, outros cinco animais foram apreendidos, sendo um trinca-ferro, um canário-da-terra e três maritacas.
De acordo com Elias Venâncio Chagas, Diretor Regional de Fiscalização Ambiental do Sul de Minas, em razão da entrega voluntária destes animais, aproximadamente R$ 200 mil em multas não precisaram ser aplicadas.

Os animais entregues, recolhidos e/ou apreendidos passaram por análise veterinária preliminar e foram então encaminhados ao Centro de Triagem de Animais Silvestres CETAS, no município de Divinópolis, onde serão realizadas análises veterinárias suplementares e iniciadas as tratativas de reabilitação e reintegração dos animais ao seu habitat natural.
“A reintegração destes animais ao seu habitat natural visa a conservação e melhoria das condições ambientais e ecológicas do Estado de Minas Gerais. As ações de educação ambiental objetivam a conscientização da população para os riscos causados pela retirada dos animais da fauna silvestre nativa de seu habitat natural”, contou o diretor regional.
Ainda de acordo com o diretor, ações e campanhas como esta buscam estabelecer uma relação mais próxima entre a fiscalização ambiental e a população, sobrelevando que o papel dos órgãos fiscalizadores é a garantia e manutenção de um meio ambiente ecologicamente equilibrado, e não a restrição dos direitos individuais.
“Em seu papel primacial, a fiscalização ambiental objetiva desmotivar eventuais infratores a cometerem irregularidades, papel este que é perfeitamente alcançado com a proposição de ações de educação ambiental. Em ações de educação ambiental como estas, ganham todos os envolvidos, quais sejam: O meio ambiente, os animais e a população”, encerrou Elias Venâncio Chagas.
