
Castigados pela forte chuva que cai sobre as regiões mineiras do Vale do Jequitinhonha, Norte e Mucuri desde o início dessa semana, os moradores dessa localidade devem respirar mais aliviados nos próximos dias.
O metereologista do Instituto Nacional de Meteorologia do Brasil (Inment) Claudemir de Azevedo afirmou que a tendência é de enfraquecimento das áreas de instabilidade já neste sábado e domingo. Ainda assim, pancadas de chuva isoladas devem cair na região. “Não há necessidade de pânicos mais não”, adianta.
Deve ocorrer possibilidade de chuva isolada também na segunda e terça-feira. A previsão para os próximos dias é de volume baixo, inferior a 20 milímetros. Conforme explicou Azevedo, as fortes chuvas que caíram na região nos últimos dias foram acima de 50 milímetros.
MÉDIA HISTÓRICA DE CHUVAS
Média histórica de chuvas no Vale do Jequitinhonha, Norte e Mucuri é de 250 milímetros para todo o mês de dezembro. "Nos dez primeiros dias já temos 248 milímetros, que já representam a média histórica para todo o período”, explica o metereologista do Inmet.
POR QUE TANTA CHUVA?
As chuvas que castigaram a região nos últimos dias foram incomuns para o período, uma vez que não fora registratado tamanho volume em anos anteriores. Claudemir de Azevedo explica que se deve ao fenômeno chamado Zona de Convergência do Atlântico Sul, comum na primavera e verão. “Uma banda de nuvens se estabelece por uma determinada região por pelo menos três dias consecutivos, e é responsável por chuvas de grande volume”.
Segundo o meteorologista, este fenômeno foi registrado este ano também nos meses de outubro e novembro na região. Embora dezembro seja um período chuvoso para àquelas localidades mineiras, ele destaca que a diferença é que nos anos anteriores só ocorriam pancadas de chuva isolada sem a incidência da Zona de Convergência do Atlântico Sul.
Este fenômeno ocorre também em decorrência da La Niña, cujo resfriamento das águas do oceano pacífico equatorial que provoca influência global na circulação dos ventos e modifica o posicionamento das nuvens de chuva no norte de Minas Gerais.