Policial preso em operação realizada na Câmara de Belo Horizonte, que apura homicídio, foge e é detido novamente

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O Soldado da PM, Felipe Vicente de Oliveira, que foi preso na sexta-feira (21) durante operação da Policia Civil, que cumpriu mandado de busca e apreensão na Câmara Municipal de Belo Horizonte, fugiu e foi detido novamente na tarde desta quarta-feira (26).

Ele estava preso em um batalhão, na região do Barreiro, e aproveitou do horário de visitas para danificar parte do muro dos fundos do quartel e fugir. O militar é suspeito de envolvimento na morte do vereador Hamilton Dias de Moura, do município de Funilândia.

O soldado foi preso no bairro Cidade Nova, na Região Nordeste de Belo Horizonte. Ele foi encaminhado para o Hospital da Policia Militar, porque machucou o pé durante a fuga.

Em nota a PM disse que o militar responderá também pela fuga e já está, novamente, à disposição da Justiça Militar. As circunstâncias serão investigadas.

Operação

Além do policial militar, um ex-agente penitenciário e os dois sobrinhos dele foram presos na operação da Policia Civil, que cumpriu 21 mandados de busca e apreensão, e cinco de prisão em Belo Horizonte, em cidades da Região Metropolitana e na Região Centro-Oeste do estado.

O mandado de busca na Câmara de BH foi no gabinete do vereador Ronaldo Batista de Morais (PSC), onde dez computadores foram apreendidos.

A operação foi realizada pelo Departamento Estadual de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa, com a colaboração da Polícia Militar, devido ao mandado de prisão contra um militar. O foco é um crime de homicídio, cuja a investigação ainda está em segredo de Justiça.

Em nota, a equipe do político informou que a operação “não tem o vereador Ronaldo Batista como alvo principal. A investigação está em segredo de justiça, mas não causa nenhum receio ao vereador que está tranquilo quanto à apuração dos fatos e contribuindo com as investigações“.

Ronaldo assumiu o mandato em agosto de 2019, depois da cassação de Cláudio Duarte (PSL). Ele já foi presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Belo Horizonte e Região (STTR-BH).

A Câmara Municipal disse que “prestou todo o apoio à autoridade policial no cumprimento das diligências determinadas pelo Poder Judiciário. Como o inquérito corre em segredo de Justiça e não é referente a atuação parlamentar do vereador, a Câmara Municipal não possui informações sobre a investigação”.

No dia 23 de julho deste ano, o vereador Hamilton Dias de Moura (MDB), da cidade de Funilândia, que fica na Região Central de Minas Gerais, foi encontrado morto dentro de um carro, em Belo Horizonte. Ele estava no banco do motorista, com várias perfurações por arma de fogo, em frente à estação de metrô do bairro Vila Oeste.

O vereador de Funilândia era diretor do Sindicato de Motoristas e Empregados das Empresas de Transporte de Carga e Logística em Transporte Diferenciado (Setcemg), com sede no bairro Barroca, na Região Oeste da capital.

Fontes ligadas às investigações disseram que Ronaldo é suspeito de ser o mandante do crime. Grande quantia em dinheiro foi encontrada na casa dele nesta manhã. Um policial militar e um policial penal também são suspeitos do assassinato, que teria como pano de fundo a disputa pelo sindicato.

O irmão de Hamilton disse que a operação desta sexta-feira tem ligação com o assassinato. Ele estava na delegacia esperando esclarecimentos do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP). A informação não foi confirmada pelas autoridades policiais.

Por G1.

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