
Um vídeo que mostra um cavalo ferido sendo sacrificado pela Polícia Militar (PM) nessa quarta-feira (7), em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, viralizou pelas redes sociais e gerou críticas de alguns ativistas.
De acordo com o boletim de ocorrência, o animal foi atropelado por um caminhão na avenida José Bernardo de Barros, no bairro Cascalho, e ficou gravemente ferido. A Guarda Municipal foi acionada e chamou o veterinário Fabrício Corlaiti, que presta serviços para a zoonoses da cidade.
Segundo o boletim, o profissional entendeu que, devido aos ferimentos, a melhor opção seria o sacrifício do cavalo, para aliviar o sofrimento. A ocorrência aponta, conforme o veterinário, a injeção letal não seria possível nesse caso, por estarem em um local exposto, na rua, e devido à reação do animal ao método, que demoraria vários minutos e causaria muita dor.
A PM, então, sacrificou o cavalo com um tiro na cabeça. A porta-voz da corporação, capitão Layla Brunella, afirma que há uma norma que, em último caso, permite a atuação da polícia. “O veterinário deixou claro que não havia possibilidade mais rápida para aliviar esse sofrimento. Houve também uma consulta ao Regimento de Cavalaria, para verificar o melhor ponto para esse disparo, para que não houvesse outro dano a esse animal, para evitar que ele entrasse em um sofrimento ainda maior. É uma situação que a gente lamenta, é uma ocorrência que nenhum de nós quer participar.”