
Minas Gerais tem a terceira maior população quilombola do Brasil: 135.310 pessoas. O número representa 10,1% do total de quilombolas do país, segundo dados do Censo 2022 divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (27).
Santa Maria de Itabira tem 1.408 Quilombolas no município, o que representa (em %): 13,4 da população, o município tem um total de 10.491 pessoas, segundo dados do Censo 2022.
A proporção de quilombolas em relação à população total de MG (0,66%) é ligeiramente superior à nacional (0,65%). Em números absolutos, o estado fica atrás somente de Bahia e Maranhão que, juntos, concentram 50,17% dos quilombolas residentes no Brasil.
Segundo o Censo, apenas 3,38% da população quilombola de MG (4.576 pessoas) vive em territórios delimitados – o percentual só é menor no Alagoas (1,83%).
Território
Quando considerados territórios quilombolas titulados – etapa mais avançada do processo de regularização fundiária –, a proporção é ainda mais baixa: somente 0,05% dos quilombolas em Minas Gerais vivem nesses locais. Apenas um território, de um total de 18, é titulado no estado.
Dentre os 853 municípios mineiros, há quilombolas em 323 (37,8%). A cidade com mais residentes, em números absolutos, é Januária, no Norte de Minas, com 15 mil. Todos vivem fora de territórios delimitados.
Veja a lista dos 10 municípios de MG com mais quilombolas abaixo
Municípios com mais quilombolas em MG
| Município | Número de pessoas quilombolas |
| Januária | 15.000 |
| Janaúba | 7.606 |
| Berilo | 5.735 |
| São Francisco | 5.422 |
| Chapada do Norte | 4.457 |
| Ponte Nova | 3.751 |
| Manga | 3.418 |
| Virgem da Lapa | 3.313 |
| Minas Novas | 2.868 |
| Paracatu | 2.836 |
O Censo
O Censo é uma pesquisa realizada a cada 10 anos pelo IBGE. A anterior foi feita em 2010.
O levantamento realiza uma ampla coleta de dados sobre a população brasileira e permite traçar um perfil socioeconômico do país.
A atual edição do Censo deveria ter acontecido em 2020, mas foi adiada por conta da pandemia de Covid-19. Em 2021, houve um novo adiamento em razão da falta de recursos do governo.
Além de saber exatamente qual o tamanho da população, o Censo visa obter dados sobre as características dos moradores — idade, sexo, cor ou raça, religião, escolaridade, renda, saneamento básico dos domicílios, entre outras informações.