
“Ela vive atrás de quadros, em lençóis, cobertores, nos agasalhos e nas toalhas. A maior parte dos acidentes acontece quando a pessoa vai vestir roupa, calçar o sapato”, explicou o médico Adebal de Andrade Filho, coordenador do Centro de Informação e Assistência Toxicológica de Minas Gerais (Ciatox) do Hospital João XXIII.
Nos últimos três anos, segundo a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), foram 1.213 ocorrências de acidentes com espécies de aranhas-marrons no estado, principalmente em Belo Horizonte, Manhuaçu, na Região da Zona da Mata, e Pouso Alegre, no Sul.
Segundo o médico, no Brasil há 37 mil espécies de aranhas e a maioria dos ataques da loxosceles acontece nos estados da Região Sul: Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
“Se ele chegou tardiamente, com bolha de sangue ou necrose, precisa ficar mais tempo internado, porque a toxina é muito potente”, disse o especialista.
????️De 1º de janeiro a 10 de junho deste ano, 462 acidentes envolvendo aranhas foram registrados em Belo Horizonte e Região Metropolitana.
????️Nove foram com a aranha-marrom, o que representa 1,9%.
????️Em 2023, foram 1.153 ataques no geral, levando-se em conta todas as espécies de aracnídeos.
????️Os dados são referentes apenas aos atendimentos realizados no Hospital João XXIII, na capital mineira.
24 horas
O Hospital João XXIII conta com uma equipe disponível 24 horas por dia, sete dias por semana, para atender à população e profissionais da saúde em casos de dúvidas ou simplesmente orientações médicas. Os telefones são (31) 3224-4000 e (31) 3239-9308.
Em Belo Horizonte, o Hospital João XXIII, da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), é referência para esse tipo de atendimento.
De acordo com a SES-MG, a maioria dos acidentes é clinicamente classificada como leves, mas a demora no atendimento médico e soroterápico pode levar ao agravamento dos sintomas e ao aumento da letalidade.