
O jornalista Helton Santos esteve na tarde deste domingo (17/11), no Museu do Quilombo Barro Preto, localizado na sede da Associação Comunitária do Quilombo, em Santa Maria de Itabira (MG). O espaço, que preserva a memória e a cultura afro-brasileira, é um ponto de conexão entre gerações, onde lembranças e histórias ganham vida por meio de depoimentos de moradores que carregam no coração as raízes de sua ancestralidade.
Entre os entrevistados, o Sr. Antônio Luciano, conhecido como Tio Antônio, compartilhou sua jornada. Nascido no Indaiá, comunidade quilombola próxima ao Barro Preto, e criado na localidade do Paiol até os 10 anos de idade, ele mora no Barro Preto desde 1952, quando seu pai decidiu mudar-se para lá. Tio Antônio é um exemplo vivo da riqueza cultural da comunidade.
A Sra. Graciana, 74 anos, irmã de Tio Antônio, também relembrou suas memórias. Nascida no Paiol e residente no Barro Preto desde 1952, ela destacou a importância de preservar a história e as tradições locais.
Dona Maria das Graças, ou simplesmente Dona Gracinha, 70 anos, contou com alegria sua trajetória. Nascida em uma localidade próxima ao Quito, mudou-se para o Barro Preto aos seis anos e vive ali até hoje. Casada há 49 anos com o Srº Sebastião conhecido como "Bastiãozinho" ou "Brizola", com nove filhos e 14 netos, Dona Gracinha é uma matriarca que inspira respeito e carinho.
Outra figura emblemática é a Sra. Maria Aparecida, 67 anos, nascida no Quilombo Barro Preto, onde construiu sua vida. Casada e mãe de quatro filhos, ela trouxe descontração à conversa ao se lembrar, com um sorriso tímido, de seus 11 netos.
Clenilda, secretária da Associação Quilombola, destacou sua conexão com as raízes da comunidade. Mesmo criada fora do Barro Preto, ela sempre manteve seus laços com o quilombo e hoje contribui para a preservação da história local, casada e residindo no Barro Preto há 20 anos.
O bate-papo descontraído com Helton Santos reafirmou a importância de iniciativas como o Fest Afro 2024, que valorizam a cultura e a memória afro-brasileira. O Museu do Quilombo Barro Preto não apenas guarda objetos, mas também dá voz às pessoas que fazem parte dessa rica história, fortalecendo a identidade de um povo que tem muito a contar. (Veja o vídeo a seguir)
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