
A Associação de Proteção à Maternidade e à Infância de Santa Maria de Itabira enviou à Câmara Municipal um ofício relatando a grave situação financeira enfrentada pelo Hospital Padre Estevam. A instituição acumula débitos com INSS, FGTS, Imposto de Renda e parcelamentos diversos, além de estar com dificuldades para adquirir medicamentos e insumos essenciais para o funcionamento.
O documento também aponta que o contrato de prestação de serviços firmado com a Prefeitura tem validade de apenas três meses e que os valores repassados permanecem congelados desde 2022, tornando-se insuficientes para cobrir os custos operacionais da unidade.
Segundo o presidente da instituição, Ari Virgílio, o hospital tem um gasto mensal de aproximadamente R$ 220 mil, enquanto o repasse feito pela Prefeitura era de R$ 165 mil. No último mês, esse valor foi reajustado para R$ 170 mil, mas o déficit de R$ 50 mil continua impactando diretamente a capacidade de atendimento da unidade. Ari também destaca que, mesmo com doações recebidas de empresas e de pessoas físicas, os recursos ainda não cobrem esse rombo financeiro.
Diante da situação, a Câmara Municipal repassou mais R$ 30 mil ao Executivo, oriundos da economia interna e do uso responsável do dinheiro público, indicando que o valor seja destinado ao hospital. Este é o segundo repasse feito pela Casa em 2025. No início do ano, a Câmara já havia indicado a destinação de R$ 20 mil, totalizando R$ 50 mil em apoio à instituição somente neste ano.
A medida reforça o compromisso do Legislativo com a saúde pública e com o bem-estar da população santamariense, e evidencia a necessidade de esforços conjuntos para garantir a continuidade dos atendimentos hospitalares no município.