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Bom sinal

Colunista Júlio Couto

Por: Redação
28/11/2025 às 00h15
Bom sinal
Júlio Couto é professor na rede pública do estado de Minas Gerais. Graduado em Letras pela PUC Minas.

O assunto discutido no momento, na imprensa jornalística, nas redes sociais, em conversas informais é a prisão de alguns envolvidos na tentativa de golpe de Estado. Com o fim da possibilidade de recurso no processo os condenados iniciaram o cumprimento de suas penas. Dentre os transgressores está o último ex-presidente da República que de acordo com o processo a pena será de quase trinta anos.

Muito se falava em acontecimento de protestos pelas ruas com grande quantidade de pessoas, mas até o momento, de acordo com informações oficiais, apenas um pequeno grupo de pessoas ligadas ao então presidiário se manifestou em favor dele em torno de sua residência. Criou-se uma expectativa de que quando acontecesse a inevitável prisão do ex-chefe do poder executivo brasileiro, manifestações volumosas pelo Brasil iriam acontecer, mas até o momento não foi demonstrada nada nesse sentido a ponto de preocupar as autoridades, por exemplo. Logicamente que a indignação popular não terá nenhum efeito em relação à condenação, pois esta aparentemente seguiu os trâmites que a lei exige, passando por investigação, provas documentais, direito de ampla defesa que muitos cidadãos comuns não conseguem e por fim o trânsito em julgado.

Os mais fanáticos ligados ao último ex-presidente apostavam que a comoção seria até mais destacada em relação às manifestações em favor do atual presidente quando este ficou recluso por mais de um ano e meio em um presídio da Polícia Federal. Sem contar a vigília feita pelos correligionários e simpatizantes durante todo o período em que ele esteve preso. Acreditavam que o país iria parar para focar em uma “injustiça” cometida pelo mais alto escalão do Poder Judiciário Brasileiro, como se por ser um ex-presidente este estivesse acima da Lei, a qual não devesse obediência.

Engana-se aquele que pensa que pelo fato de possuir destaque midiático ou econômico pode sempre infringir as leis que nunca será punido. O mais comum no Brasil é o sujeito menos favorecido economicamente ser punido com o rigor constitucional, mas os poderosos também devem passar pelos mesmos crivos da justiça em relação a responsabilidade de seus atos.

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