
A polêmica relacionada ao percentual de reajuste do piso salarial do magistério se alastra desde o final do ano passado, devido, ainda, à não oficialização do índice pelo governo federal. A partir daí, as críticas estão cada dia mais contundentes, vindo principalmente de opositores à atual gestão do Executivo nacional.
Provavelmente, muitos destes críticos desconhecem ou realmente desejam simplesmente criar e propagar notícias falsas sobre o percentual de reajuste que o piso salarial terá para o ano de 2026. Estes que noticiam e tentam desinformar as pessoas já até disseram qual será o verdadeiro reajuste que o Ministério da Educação aplicará [melhor que 'dispensará'] sobre o valor básico do profissional do magistério. A polêmica reside no fato de que o governo busca desvincular o reajuste de um índice puramente matemático que prejudique a categoria, enquanto setores de oposição utilizam a demora na oficialização e o baixo índice da fórmula antiga como ferramenta de desgaste político.
De acordo com os críticos irresponsáveis, o índice não chegará a meio por cento. Os maledicentes fazem questão de exaltar o último presidente da República que oficializou um índice acima de trinta por cento no ano de 2022, mas não o criticam pelo zero por cento de aumento no ano de 2021. Lembrando que os reajustes do ano de 2021 e 2022 foram amparados pela mesma lei, esta aprovada por parlamentares de todos os espectros políticos, direita e esquerda. O presidente apenas legitimou a lei e cumpriu a sua função como chefe do poder executivo. Apesar de ser oficial, a regra em torno do piso salarial, acredita-se que nem os todos entes federados a cumprem, pois conseguem realizar manobras de alguma maneira em desfavor do mínimo.
Naturalmente, a Lei 11.738 que regulamenta o piso salarial da educação vigora desde o ano de 2008, com isso, os criadores de conteúdos mentirosos para a internet têm razão, pois esta legislação deixa claro que o índice de reajuste se torna automático, apenas precisa ser oficializado pelo governo federal. Embora haja uma legislação específica em torno da evolução do piso salarial do magistério, o ministro da educação já tornou público que a regra não será cumprida, pois ele considera inadmissível e inaceitável um reajuste abaixo da infração, que por sinal, esta foi bem abaixo do esperado. Assim, o valor de reajuste será superior ao que a lei descreve.
Em suma, fazer críticas é uma situação muito confortável para quem as faz, principalmente quando não há responsabilidade nem compromisso com uma sociedade próspera e harmônica. A crítica irresponsável é danosa para quem a sofre, visto que desmentir uma informação que já foi propagada por meio de redes sociais é quase impossível.