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O Fim da Diplomacia

Colunista Júlio Couto

Por: Redação
28/01/2026 às 19h57
O Fim da Diplomacia
Júlio Couto é professor na rede pública do estado de Minas Gerais. Graduado em Letras pela PUC Minas.

A prisão e o sequestro do presidente da Venezuela pelos Estados Unidos já se aproximam de um mês, e, até o momento, nenhuma medida internacional efetiva foi tomada em relação ao episódio. O início de 2026 foi marcado por uma situação que afronta diretamente a organização mundial e a soberania das nações. A invasão do país sul-americano e a captura de seu mandatário violam as regras de ordem global e de preservação da paz estabelecidas no pós-Segunda Guerra Mundial.

Há quem diga que a captura do chefe do Executivo venezuelano esteja ligada a uma série de crimes supostamente cometidos por ele, tais como tráfico de drogas. No entanto, aparentemente, a sua prisão está ligada às condições econômicas que podem ser proporcionadas e à grande capacidade de exploração de recursos naturais, que podem gerar riqueza tanto na atualidade quanto no futuro. A maior reserva de petróleo do mundo está em território venezuelano e isso, certamente, desperta muito interesse por parte dos Estados Unidos, que inevitavelmente lideram a economia mundial entre as demais potências.

Tendo como objetivo a harmonia entre os povos e soberania de cada país, a ação implementada pelo país Norte-americano está em descompasso com o tratado da Organização das Nações Unidas e isso demonstra muita insegurança para os países, principalmente aqueles países que possuem riquezas naturais, posição estratégicas dentro do globo terrestre e com pouca força para guerrear. Como é o caso da Venezuela que de acordo com dados oficiais aparece em destaque no quesito reserva de petróleo.

Existem argumentos por parte do governo norte-americano sobre a necessidade da prisão do líder venezuelano em favor da liberdade daquela nação, mas essa ação já foi implementada em outras nações com o mesmo argumento, sem que, de fato, o objetivo fosse este. Por exemplo, o Haiti é um país que vive em uma situação quase desumana, e o governo dos Estados Unidos não tem tomado nenhuma decisão em favor das pessoas que lá vivem. No passado, os Estados Unidos já executaram outros líderes de outros países, e isso não trouxe benefício em favor da paz e liberdade das pessoas. Os reais objetivos sempre ficam implícitos, mas são criadas falsas narrativas que conseguem apoio popular. A história nos mostra casos como o do Panamá, Afeganistão e Iraque, em que, até o momento, não apareceram provas concretas de crimes cometidos por tais líderes.

Logicamente, a correlação de forças sempre está em jogo, e sempre vence aquele que tem mais potencial bélico, comete as maiores atrocidades e não sofre punição. Normalmente, para um país com baixa potência militar, basta a convicção do “gigante” para que ocorra uma punição, a qual, muitas vezes, é injusta.

Em suma, pagar por crimes deve ser o destino de todos, independentemente de posição social e poder econômico. No entanto, cada um deve ser punido dentro do rigor da lei que seu próprio país exige, não cabendo a interferência pretensiosa de outra nação que visa o domínio de toda a economia, além daquela de seu pertencimento. É necessário que haja leis duras em cada país para punir aqueles que se aproveitam de posições de comando para agir contra os outros.

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Adriano SouzaHá 1 mês Itabira MGEngraçado quando ditaduras com Irã e China levam o petróleo da Venezuela e colocam dinheiro no bolso do governo ditador da Venezuela não vejo nenhum esquerdista preocupado com soberania ou cobrando a ONU alguma posição sobre esse assunto!
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Júlio Couto é professor na rede pública do estado de Minas Gerais.
Graduado em Letras pela PUC Minas.
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