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Polícia Civil conclui investigação sobre técnico suspeito de filmar pacientes nuas em clínica de Itabira

Perícia encontrou vídeos no celular do investigado e apontou vítimas múltiplas; caso segue para o Ministério Público

Helton Santos
Por: Helton Santos
14/04/2026 às 18h57 Atualizada em 14/04/2026 às 19h08
Polícia Civil conclui investigação sobre técnico suspeito de filmar pacientes nuas em clínica de Itabira
Imagem ilustrativa

A Polícia Civil de Minas Gerais concluiu o inquérito que apurou a conduta de um técnico de radiologia suspeito de filmar pacientes nuas durante atendimentos em uma clínica de Itabira.

O caso ocorreu no dia 27 de novembro de 2025 e passou a ser investigado pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) após uma paciente, de 28 anos, perceber um celular escondido no bolso de um jaleco durante a realização de um exame admissional.

Segundo as investigações, o aparelho estava posicionado de forma estratégica para registrar imagens íntimas da paciente sem consentimento. O celular pertencia ao próprio técnico responsável pelo exame.

Durante a apuração, foram reunidos depoimentos da vítima, testemunhas e um laudo pericial considerado robusto. A perícia digital identificou arquivos que mostram o momento em que o investigado, de 46 anos, preparava o equipamento para realizar as filmagens antes da entrada da paciente na sala.

Ainda conforme a Polícia Civil, a análise do aparelho revelou que a prática não era isolada. Foram encontrados diversos vídeos armazenados, indicando que o suspeito teria cometido o crime contra, pelo menos, cinco mulheres.

Em depoimento, o investigado admitiu a conduta, mas alegou que agia por motivos de segurança pessoal, justificativa que não foi aceita pela investigação diante das evidências reunidas.

O delegado João Martins Teixeira Barbosa, responsável pelo caso, destacou a gravidade da situação, especialmente pela quebra de confiança entre profissional de saúde e paciente.

“A conduta apurada revela um profundo desrespeito à autodeterminação da imagem e à inviolabilidade da intimidade feminina. A análise técnica e os depoimentos ratificam o registro não autorizado da intimidade da vítima em contexto de atendimento profissional”, afirmou.

O suspeito foi formalmente indiciado pelo crime previsto no artigo 216-B do Código Penal, que trata do registro não autorizado da intimidade sexual. O inquérito foi encaminhado ao Ministério Público, que irá analisar o caso e decidir sobre o oferecimento de denúncia.

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