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O Retrato da Política Nacional

Colunista Júlio Couto

Helton Santos
Por: Helton Santos
01/05/2026 às 10h10
O Retrato da Política Nacional
Júlio Couto é professor na rede pública do estado de Minas Gerais. Graduado em Letras pela PUC Minas.

Em anos eleitorais, a máxima de que a política é a arte de governar é distorcida para a arte de permanecer no poder. As ações dos poderes Legislativo e Executivo tornam-se, prioritariamente, estratégias de busca ou manutenção de cargos. A desautorização e o enfraquecimento do concorrente tornam-se nítidos a cada demonstração de força política. O apego ao poder por parte dos representantes cria um cenário onde manobras imprevisíveis não visam o favorecimento da população, mas sim o fortalecimento de grupos e a minagem dos adversários.

A recente derrota na indicação para o Superior Tribunal Federal (STF) é uma nítida demonstração de que a campanha eleitoral não se restringe ao período oficial; ela é constante. Mesmo quando a coerência ditaria momentos de discutir e praticar ações em favor do bem comum, os nobres representantes constituídos se curvam, primeiramente, aos seus próprios interesses. A reprovação de um indicado ao STF, muitas vezes, não ocorre por falta de capacidade técnica, mas sim por manobras políticas daqueles que utilizam o cargo como autobenefício.

A rejeição de indicados à Corte Federal ilustra o quanto a política é praticada baseada no "toma lá dá cá". A ética é frequentemente colocada em segundo plano, evidenciada por contradições históricas onde nomes questionáveis receberam anuência, enquanto outros critérios técnicos são ignorados em favor de jogos de poder.

Enquanto o jogo de interesses pessoais domina a cena política, o bem-estar social é negligenciado. A riqueza produzida no país deve ser partilhada, ao menos para suprir as necessidades básicas da totalidade da nação, e não concentrada naqueles que já são beneficiados de maneira demasiada. O alinhamento com o bem-estar social nunca chega à sua vez na fila da coerência do usufruir das riquezas do país.

Por fim, a política brasileira, da maneira como historicamente é conduzida, demonstra uma escassez de decência. A verdadeira arte de governar se perde a cada ação de sujeitos que, diante do poder, priorizam a sua permanência a qualquer custo, deixando de lado o compromisso com o bem comum.

 

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Júlio Couto é professor na rede pública do estado de Minas Gerais.
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