
A Polícia Civil de Minas Gerais concluiu, na quarta-feira (13/5), um inquérito que investigava um esquema de fraude envolvendo a falsa venda de um veículo na cidade de Pedra Azul, no Vale do Jequitinhonha. Dois homens, ambos de 38 anos, foram indiciados no caso.
De acordo com as investigações, um dos suspeitos responderá pelos crimes de estelionato e lavagem de dinheiro. O segundo investigado foi indiciado por lavagem de dinheiro, após surgirem indícios de participação na movimentação e ocultação dos recursos obtidos de forma ilícita.
Segundo a Polícia Civil, a apuração começou após uma vítima denunciar ter sido enganada durante a tentativa de compra de um automóvel. O negócio teria sido intermediado por um vendedor de veículos que atuava em Belo Horizonte.
As investigações apontam que o suspeito já possuía a confiança da vítima devido a uma negociação anterior. Aproveitando dessa relação, ele convenceu o comprador a transferir R$ 27 mil via Pix, alegando que o valor seria usado para retirar o veículo junto a um fornecedor. Após o pagamento, o carro não foi entregue e o dinheiro não foi devolvido.
Durante os trabalhos investigativos, o celular da vítima passou por perícia. Mensagens, áudios e conversas encontradas no aparelho ajudaram a comprovar a dinâmica da negociação e indicaram a participação direta do investigado.
A Polícia Civil informou ainda que a análise financeira revelou movimentações incompatíveis com a renda declarada de um dos envolvidos, que atua como policial penal. Conforme apurado, o fluxo financeiro analisado ultrapassou R$ 2 milhões, além de transferências consideradas relevantes destinadas ao segundo investigado, ambos moradores de Belo Horizonte.
Os levantamentos também identificaram rápida dispersão dos valores recebidos, prática considerada compatível com tentativas de ocultação de dinheiro de origem ilícita. A investigação aponta ainda que o principal suspeito pode ter utilizado o mesmo método para aplicar golpes em outras vítimas.
Com base nas provas reunidas, a Polícia Civil solicitou à Justiça o bloqueio de bens e valores dos investigados. A medida foi autorizada pelo Poder Judiciário, incluindo o bloqueio de mais de R$ 4,4 mil encontrados em uma conta ligada a um dos suspeitos.
O inquérito foi finalizado nesta semana e encaminhado ao Poder Judiciário para as providências cabíveis.