
A reunião ordinária da Câmara Municipal de Itabira, realizada nesta segunda-feira (25), foi marcada por um clima de forte tensão política após o vereador Luiz Carlos Henrique de Souza, o “Luiz Carlos de Ipoema” (Podemos), utilizar a tribuna para se defender das acusações que motivaram a abertura de um processo político-administrativo que pode resultar na cassação de seu mandato.
Durante o pronunciamento, Luiz Carlos afirmou que apenas realizava fiscalizações em órgãos públicos do município e negou ter cometido irregularidades. O parlamentar também fez duras críticas a alguns colegas vereadores, principalmente ao vereador Rodrigo Alexandre Assis Silva, o “Diguerê” (MDB), presidente da Comissão Processante responsável pela condução das investigações.
Na tribuna, Luiz Carlos citou episódios do passado envolvendo Diguerê, incluindo acusações relacionadas à condução de um veículo oficial da Câmara Municipal sob efeito de álcool, além de outros processos envolvendo o nome do parlamentar.
Após as declarações, Diguerê respondeu afirmando que irá conduzir os trabalhos da comissão de forma íntegra, transparente e imparcial, garantindo o direito à ampla defesa de Luiz Carlos durante todo o processo.
Segundo o presidente da Comissão Processante, não haverá interferências pessoais ou julgamentos antecipados durante as investigações. Diguerê afirmou ainda que esta é a segunda vez que Luiz Carlos utiliza fatos de seu passado em ataques públicos durante sessões legislativas.
O vereador também declarou que todos os processos envolvendo seu nome são públicos e conhecidos pela população, mas criticou o fato de Luiz Carlos mencionar apenas aqueles que ainda seguem em andamento.
Durante seu pronunciamento, Diguerê reconheceu erros cometidos no passado, incluindo o episódio em que foi acusado de dirigir um veículo oficial da Câmara sob efeito de álcool e se envolver em um acidente.
Mesmo diante das acusações recebidas em plenário, Diguerê reforçou que a comissão atuará de forma técnica e responsável, respeitando todos os trâmites legais previstos no processo político-administrativo.
Ao final, o parlamentar voltou a defender que Luiz Carlos concentre esforços em sua defesa dentro do processo, evitando ataques pessoais contra outros vereadores durante as reuniões da Câmara.
A Comissão Processante foi instaurada na última semana após aprovação, por 13 votos favoráveis, da denúncia apresentada contra Luiz Carlos de Ipoema. O grupo é formado por Diguerê (presidente), Reinaldo Soares de Lacerda (relator) e Didi do Caldo de Cana (vogal).
A comissão terá prazo de três meses, contados a partir desta segunda-feira (26), para concluir os trabalhos e apresentar um relatório final, que poderá recomendar ou não a cassação do mandato de Luiz Carlos de Ipoema.
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