
A LMG-790, conhecida regionalmente como Estrada do Piçarrão, voltou a ser alvo de reclamações de moradores e usuários que dependem diariamente da rodovia para trabalhar, estudar, transportar mercadorias e acessar comunidades rurais da região.
Na manhã deste sábado, 11 de julho, o Plantão Santamariense recebeu vídeos e relatos apontando para o agravamento da poeira em diversos trechos da estrada. Segundo os denunciantes, a situação tem reduzido a visibilidade dos motoristas e aumentado a preocupação com a possibilidade de acidentes.
Com aproximadamente 36 quilômetros de extensão, a rodovia liga Santa Maria de Itabira a Nova Era. Apesar dessa conexão, a estrada é utilizada principalmente por moradores de comunidades rurais, produtores, trabalhadores, transportadores e usuários que dependem diariamente da ligação entre Santa Maria de Itabira, Hematita e outras localidades da região.
A Estrada do Piçarrão atende diretamente comunidades como Oriente, Corrente, Quenta Sol e São Pedro. A via também beneficia moradores do distrito de Hematita, pertencente ao município de Antônio Dias, além de dezenas de famílias que vivem em sítios, fazendas e propriedades rurais distribuídas ao longo de todo o trajeto.
Os relatos recebidos pela reportagem indicam que, em determinados momentos, a poeira levantada pela passagem dos veículos compromete significativamente a visibilidade. Usuários afirmam que há situações em que veículos que trafegam em sentido contrário se tornam visíveis apenas a curta distância, aumentando a insegurança de quem utiliza a rodovia.
Segundo moradores e motoristas que procuraram a reportagem, o problema teria se agravado nos últimos dias. A preocupação é que a combinação entre poeira intensa, tráfego constante e circulação de veículos de grande porte aumente os riscos para quem utiliza a estrada diariamente.
A importância econômica da LMG-790 é reconhecida por quem vive na região. A rodovia é utilizada por diferentes setores produtivos, incluindo atividades ligadas à mineração, além do transporte de insumos, equipamentos, mercadorias e trabalhadores. Ao mesmo tempo, moradores defendem que a relevância econômica da estrada deve ser acompanhada por condições que garantam segurança para as pessoas que convivem diariamente com seus impactos.
Para os usuários, o debate sobre a Estrada do Piçarrão não deve se limitar apenas à manutenção da via. Segundo eles, a discussão também precisa considerar os reflexos que as condições da rodovia provocam sobre as comunidades, sobre a rotina dos moradores e sobre a segurança de quem depende da estrada para exercer atividades básicas do dia a dia.
Outro ponto destacado pelos denunciantes é que a situação da LMG-790 já foi tema de discussões e mobilizações em diferentes momentos. No entanto, os relatos encaminhados neste sábado reforçam a percepção de que problemas apontados há anos por moradores e usuários continuam presentes na rotina da rodovia.
Para quem utiliza a estrada diariamente, a principal preocupação é que os alertas feitos agora sejam ignorados até que uma ocorrência mais grave volte a colocar o assunto em evidência. A avaliação de muitos usuários é que medidas preventivas custam menos do que lidar com as consequências de um problema anunciado.
Diante das denúncias e das imagens recebidas pela reportagem, moradores voltam a cobrar providências e reforçam um questionamento que permanece entre os usuários da rodovia: se a Estrada do Piçarrão possui importância para o deslocamento da população, para o transporte de cargas e para atividades econômicas relevantes da região, por que a segurança de quem utiliza a via diariamente ainda é motivo de tanta preocupação?
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