
A obra da Escola Municipal Antônio Camilo Alvim, no bairro Barreiro, voltou ao centro dos debates durante a reunião das comissões da Câmara Municipal de Itabira. O professor Giovani Magno utilizou a palavra para questionar a condução da obra e cobrar esclarecimentos da Prefeitura sobre os contratos e os recursos destinados à conclusão dos serviços.
Durante sua fala, o professor afirmou que, em uma reunião anterior com representantes do Executivo, foi informado de que o contrato com a empresa responsável pela obra precisaria ser encerrado por não haver saldo suficiente para a continuidade dos trabalhos.
Com base nessa informação, Giovani Magno questionou a possibilidade de convocação da segunda colocada no processo licitatório para concluir a construção.
"Como vão terminar a obra se não tem espaço no contrato? Para que chamar a segunda colocada? Onde está o dinheiro para fazer a construção? Por que não fazer uma nova licitação?", questionou.
O professor também criticou o que classificou como mudanças de versão por parte das secretarias municipais e afirmou que a demora na conclusão da escola prejudica professores, alunos e famílias.
Além disso, cobrou uma atuação mais efetiva da Câmara Municipal na fiscalização do andamento da obra.
Após a manifestação do professor, o subsecretário de Governo, Juber Madeira, pediu a palavra para responder às declarações.
Segundo ele, as informações apresentadas por Giovani Magno não correspondem à realidade.
"Nós gostaríamos muito que ele comprovasse, de fato, as coisas que disse aqui. Quem disse mentira nesta tarde foi o professor", afirmou.
Juber Madeira informou que a obra possui saldo contratual de R$ 2.143.000 para a continuidade da reforma e construção da Escola Municipal Antônio Camilo Alvim.
Ele acrescentou ainda que existe um segundo contrato, que, segundo informou, totaliza aproximadamente R$ 3,5 milhões, destinado à conclusão da obra.
De acordo com o subsecretário, a expectativa da Prefeitura é iniciar a retomada dos serviços na próxima semana, com prazo estimado de nove meses para a entrega da unidade escolar.
Durante o pronunciamento, Juber também criticou o que chamou de uso das reuniões das comissões para a divulgação de "narrativas mentirosas" contra o governo municipal.
O debate evidenciou versões distintas sobre a situação da obra da Escola Municipal Antônio Camilo Alvim. Enquanto o professor Giovani Magno questiona a existência de recursos e a condução do processo, o governo municipal afirma que há saldo contratual suficiente para a continuidade dos serviços e garante que a obra será retomada nos próximos dias.
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